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Em livros didático, histórico, científico ou literário não temos a figura do destinatário, antes o público alvo do livro é determinado pelo tema que aborda. Uma carta, porém, possui um publico alvo específico e restrito, que é previamente delimitado pelo próprio remetente. Por isso, é de suma importância identificar o destinatário de uma carta. Quando o destinatário de uma carta é identificado, as pesquisas históricas, socioeconômica, políticas e sociológicas na qual o emissor e o receptor da mensagem estão inseridos tornam-se fácil identificar.

 


Como Interpretar uma Carta

“Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que até o fim as reconhecereis…” ( 2Co 1:13 )

 

Destacaremos neste estudo alguns parâmetros essenciais para uma boa interpretação das cartas bíblicas que compõem o Novo Testamento.

O estudo é progressivo quanto ao desenvolvimento do raciocínio para que o leitor possa acompanhar passo a passo as lições, e, ao final, obtenha o conhecimento necessário para desenvolver uma leitura proveitosa das cartas neotestamentária.

Os parâmetros que serão apresentados diferem em muito daqueles utilizados na interpretação de textos históricos, literários, científicos, etc.

Destacaremos os pontos principais a serem observados quando da leitura de uma carta, principalmente porque o Novo Testamento é composto, na sua maioria, por cartas endereçadas aos cristãos.

 

Os Destinatários

O primeiro quesito a se identificar em uma carta é o destinatário, ou seja, aquele a quem a informação da carta interessa. A interpretação de uma carta depende muito desta informação preliminar.

Em livros didático, histórico, científico ou literário não temos a figura do destinatário, antes o público alvo do livro é determinado pelo tema que aborda. Uma carta, porém, possui um publico alvo específico e restrito, que é previamente delimitado pelo próprio remetente. Por isso, é de suma importância identificar o destinatário de uma carta.

Quando o destinatário de uma carta é identificado, as pesquisas históricas, socioeconômica, políticas e sociológicas na qual o emissor e o receptor da mensagem estão inseridos tornam-se fácil identificar.

Todas as cartas do Novo Testamento possuem características comuns:

  • Os destinatários das cartas eram cristãos;
  • Os escritores eram cristãos;
  • A doutrina de Cristo é o ponto central;
  • Viveram em uma mesma época.

Uma vez que foram destinadas a um público específico (cristãos), as cartas do Novo Testamento não apresentam uma mensagem evangelística de ‘per si’, antes, foram escritas para trazer à lembrança dos destinatários alguns aspectos da doutrina de Cristo, e em alguns casos, defende-la do ataque de pseudos cristãos.

Isto porque os destinatários das cartas do Novo Testamento eram conhecedores do evangelho, e a função precípua das cartas era trazer à lembrança dos cristãos o que conheciam “Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que até o fim as reconhecereis…” ( 2Co 1:13 ).

Através deste verso fica claro que o objetivo do apóstolo Paulo era fazer com que os cristãos de Corintos não esquecessem o que aprenderam, ou seja, as cartas do N. T. não são evangelísticas, antes foram escritas com o fito de relembrar a doutrina que haviam aprendido.

Tudo que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos eles já sabiam. Em suas cartas o apóstolo não se ocupou de abordar nenhum outro tema, a não ser o evangelho. Porém, as cartas não foram escritas com o objetivo de ensinar sistematicamente o evangelho.

Uma carta possui um ou mais destinatários. O público alvo das cartas bíblicas é pré-definido, e estes, por sua vez, cristãos.

A carta aos Romanos foi direcionada a uma coletividade de cristãos “Paulo, servo (…) a todos que estais em Roma, amados de Deus…” ( Rm 1:1 -7), da mesma forma que a carta aos Coríntios “Paulo, (…) à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo…” ( 1Co 1:1 -2).

Já a carta de Timóteo é pessoal e direcionada a uma única pessoa: Timóteo “Paulo (…) a Timóteo meu verdadeiro filho…” ( 1Tm 1:2 ).

A mensagem contida nas cartas tinha o objetivo de convencer e influenciar os cristãos, porém, os problemas pertinentes a cada grupo de cristãos influenciavam diretamente os escritores das cartas.

As cartas foram direcionadas a vários grupos distintos:

  • Uma carta destinada à igreja, ou, a uma coletividade – Ex: Carta aos Romanos e carta aos Efésios;
  • Uma carta destinada a um irmão, ou, a um indivíduo – Ex: Carta a Filemom e carta a Timóteo;
  • Carta destinada a quem tinha o dever de cuidar de uma coletividade – Ex: As cartas a Timóteo e Tito;
  • Nas cartas destinadas à igreja ou a coletividade observa-se o cuidado do escritor em demonstrar que todo e qualquer homem, independente de raça, condição social ou sexo torna-se um só povo em Cristo “Desta forma não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea, pois todos vos sois um em Cristo” ( Gl 3:29 );

Porém, os problemas das comunidades cristãs tornaram-se agentes influenciadores dos remetentes das cartas. Dentre estes agentes influenciadores destacam-se os seguintes:

  • As heresias dos judaizantes ( Gl 2:21 );
  • Defesa do apostolado ( 1Co 9:2 );
  • Defesa do evangelho ( Jd 1:3 );
  • Dissensões no seio da comunidade ( Rm 16:17 ), etc.

Os problemas semelhantes aos elencados acima acabavam por influenciar os escritores a abordarem temas específicos conforme a necessidade de algumas comunidades, porém, em todas as cartas não há um ensino sistematizado do evangelho porque este não era o objetivo das cartas.

Diante destes aspectos iniciais, faz-se necessário olhar para as cartas como um tipo especifico de comunicação de idéias, onde o público alvo da missiva torna-se o agente motivador das idéias pertinente ao remetente da carta.

As cartas do Novo Testamento foram endereçadas a pessoas ou coletividade específica.

As cartas bíblicas foram direcionadas aos cristãos, o que nos leva a concluir que eles já conheciam o conteúdo do evangelho “Pois nenhuma outra coisa vos escrevemos, senão as que já sabeis ou reconheceis” ( 2Co 1:13 ); “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” ( Gl 1:8 ).

Estes versículos estabelecem uma ideia geral de como se deve olhar para as cartas do Novo Testamento. Tudo que foi escrito nas cartas já era de conhecimento e compreensão dos cristãos.

Por saberem que os destinatários conheciam o evangelho, na maioria das vezes os remetentes das cartas têm um tom de defesa do evangelho, trazendo à lembrança alguns aspectos específicos de uma doutrina do evangelho.

O que os cristãos já conheciam ou tiveram contato através da pregação pessoal do apóstolo Paulo, ou de seus filhos na fé, era defendido tenazmente contra os falsos doutores, falsos religiosos e falsos cristãos “Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?” ( 2Ts 2:5 ).

A maioria dos cristãos conheceu o evangelho por intermédio de Paulo e Pedro, o que nos conduz a seguinte conclusão: o remetente e os destinatários possuíam um conhecimento que lhes era comum. Através deste conhecimento comum foi estabelecida uma relação interpessoal entre remetente e destinatários.

Quem escreve uma carta, redige-a a quem, no mínimo, conhece, e/ou que tenha alguma relação ou afinidade pessoal. Ou, escreve àqueles que no mínimo detém os mesmos conhecimentos ou interesses. Esta peculiaridade de uma carta traz algumas implicações diferentes da interpretação de um texto, artigo ou livro.

A linguagem de quem escreve uma carta é peculiar, pois não envolve somente signos linguísticos, antes há uma linguagem própria a quem escreve e a quem recebe a informação (há uma linguagem própria entre pessoas que se conhecem e que acaba por influenciar o modo como se estabelece a comunicação).

Esta linguagem própria ao destinatário e ao remetente transcende os signos linguísticos, que acaba por evitar interpretações dúbias.

Na comunicação, tanto pela fala quanto pela escrita, busca-se transmitir uma ideia, e não somente palavras soltas. Um dos erros mais freqüentes em se interpretar uma escrita está em só buscar a significação das palavras, deixando que estes “signos linguísticos” falem por si só, sem levar em consideração a ideia geral que surge da combinação dos significados das palavras com a sua estruturação linguística.

Isto porque a comunicação, tanto escrita ou falada, possui uma linguagem tanto mais significativa e importante do que os signos linguísticos, que transcende e envolve questões culturais, sem esquecer a linguagem que é própria ao grupo.

Como exemplo há a linguagem própria e restrita aos médicos. Os médicos possuem uma linguagem própria concernente à profissão que exercem.

Os profissionais do direito, por sua vez, desenvolveram uma linguagem própria. Os policiais, dentro de suas atribuições, também possuem uma linguagem própria.

Qualquer seguimento profissional ou não da sociedade tem a sua própria linguagem, que é restrita, com uma significação própria, que é melhor compreendida dentro de um grupo em especial.

Na comunicação entre pais e filhos há uma importância maior na autoridade dos pais do que na própria linguagem utilizada. Um olhar diz muito mais que um ríspido “_ Quieto menino!”.

Dentro deste aspecto, os cuidados ao interpretar as cartas paulinas devem ser redobrados, porque a união entre os primórdios cristãos era tão grande que eles já possuíam características próprias a de uma família. Eles já haviam desenvolvido uma linguagem própria e restrita ao grupo.

Observe a diferença de apresentação entre os apóstolos Paulo e Pedro. Ambos eram apóstolos de Cristo, porém, o apóstolo Paulo necessitava fazer uma defesa do seu apostolado, o que não era necessário ao apóstolo Pedro.

Para fazer esta defesa, o apóstolo Paulo era sutil em suas argumentações, para não deixar transparecer certa arrogância, ou que ele necessitava de tal reconhecimento.

Uma carta geralmente é recheada de fragmentos de idéias e lembranças.

Está voltada para contemporâneos de quem a escreveu “Rogo-vos que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns que nos julgam” ( 2Co 10:2 ). Nós, nunca teremos esta possibilidade de encontrar Paulo segundo estes aspectos humanos.

É impossível escrever uma carta para alguém no passado ou para alguém no futuro, visto que uma carta é algo pessoal.

Um livro geralmente visa alcançar um público contemporâneo ou futuro, sendo totalmente impessoal.

 

O(s) Remetente (s)

Diferente dos livros, uma carta trás muita informação acerca de seu autor.

Por exemplo, uma carta geralmente contém uma apresentação pessoal, a motivação do escritor, trás implícito uma relação de confiabilidade entre escrito e leitor e contem muito da natureza do escritor.

A escrita de uma carta não é impessoal como os livros em geral.

Através desse diferencial é possível destacar:

  • A motivação de quem escreve uma carta;
  • O que se pretendia com a carta? Trazer uma lembrança? Dar uma notícia? Aplacar saudades?;
  • A disponibilidade de tempo e meios para se implementar a escrita da carta “Vede com que grandes letras vos escrevi de meu próprio punho” ( Gl 6:11 ).

Ao lermos as cartas paulinas, conseguimos sentir que a pessoa de Cristo era o motivo central da vida do apóstolo. O amor de Deus conquistou este homem de tal forma que motivou o seu ministério evangelístico e de defesa do evangelho.

É possível observar nas cartas uma intensa luta do apóstolo para se fazer compreendido. Desfazer qualquer tipo de interpretação errônea acerca do evangelho era o objetivo da árdua luta do apóstolo dos gentios.

Em sua maioria, as cartas do apóstolo Paulo foram endereçadas às igrejas que ele já havia visitado. As outras igrejas que ele ainda não havia visitado e acabou por escrever-lhes, estava sob cuidado de irmãos que eram filhos seus na fé, e por isso mesmo, já estavam familiarizados com a linguagem do apóstolo.

As cartas de Paulo sempre foram voltadas para o coletivo. Mesmo quando direcionada a uma pessoa em particular, como é o caso das epístolas a Timóteo e a Tito (epístola pastorais), geralmente estava tratando dos problemas relacionados à coletividade.

Ao escrever, o apóstolo estava consciente de que os leitores tinham conhecimento da matéria que ele estava tratando, pois estes leitores tinham aprendido diretamente do apóstolo ou de um de seus filhos na fé.

Um leitor que não teve um contato direto com os apóstolos, contato este que proporcionaria um conhecimento completo de expressões restritas ao grupo de cristãos primitivos, poderia formular uma interpretação dúbia, como bem demonstra o apóstolo Pedro: “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” ( 2Pe 3:16 ).

Observe nestes versículos seguintes a luta do apóstolo Paulo como remetente de uma carta:

(1) Muito trabalho e cansaço, com a finalidade de não viver à custa daqueles que estavam sendo evangelizados ( 1Ts 2:9 );

(2) O ministério de evangelismo era cumulativo, junto com o trabalho secular ( 1Ts 2:2 );

(3) Ele tinha autoridade para evocar estas lembranças, pois;

(4) Foi comissionado por Deus, sendo que, o evangelho que apregoava não era de engano, impuro ou com dolo ( 1Ts 2:2 –10).

O objetivo de uma carta pode ser variado:

  • Enviar noticias;
  • Receber notícias;
  • Amenizar saudades;
  • Orientar, ou;
  • Outras finalidades.

Ciente desta peculiaridade, para que o interprete abstraia a ideia principal do escritor é necessário saber qual a pretensão do remetente da carta. Por exemplo: qual a diferença entre a Primeira e a Segunda carta escrita aos Tessalonicenses?

Só é possível ver alguma diferença entre estas duas cartas ao descobrir qual a pretensão do escritor.

Por exemplo, na primeira carta aos Tessalonicenses, o apóstolo Paulo tem um tom saudosista sem aplicar-se à defesa do evangelho ( 1Ts 2:17 ). Ele se ocupa em demonstrar que não se esqueceu dos irmãos ( 1Ts 1:3 ), e que a esperança de todos os cristãos são idênticas: aguardar a volta de Cristo ( 1Ts 1:10 ).

Paulo lembra qual foi a missão que Timóteo recebeu e desenvolveu entre eles ( 1Ts 3:2 ), e a única questão doutrinaria abordada foi só uma lembrança do que foi instituído no Concílio de Jerusalém ( 1Ts 4:3 -4 ; At 15:28 -29).

Paulo dá a entender que os irmãos desconheciam alguns pontos acerca da esperança futura, ou seja, a esperança de quem partiu para estar com o Senhor ( 1Ts 4:13 ).

Na II carta aos Tessalonicenses o apóstolo Paulo procura desfazer um engano que surgiu em decorrência da primeira carta. Quando ele tratou sobre a esperança de quem parte com Cristo, exortou aos irmãos que consolassem um aos outros falando acerca da esperança futura “Dizemos vos isto pela palavra do Senhor” ( 1Ts 4:14 -17).

Esta nova carta tinha o objetivo de desfazer o engano causado por alguém que utilizou e distorceu a Primeira carta de Paulo “Ninguém de maneira alguma vos engane” ( 2Ts 2:3 a). Paulo demonstra que o evangelho anunciado não era para ser esquecido ou substituindo quando da chegada de uma nova carta.

Quando analisamos a primeira carta aos tessalonicenses, encontramos um tom saudosista, visto que o ministério de do apóstolo Paulo foi bem sucedido em Tessalônica. Já a segunda carta tem um tom de defesa do evangelho, fazendo com que os cristãos lembrem o que lhes fora anunciado “Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava conosco?” ( 2Ts 2:5 ).

Por mais que se pretenda expor uma ideia de maneira completa através de uma carta, o remetente acaba por utilizar fragmentos de idéias. Estes fragmentos de idéias por si só trazem a tona algumas lembranças especificas do leitor carta, visto que, já tivera um contato pleno com a idéia em questão.

Qual a pretensão do apóstolo Paulo ao escrever as cartas que hoje compõe o Novo Testamento? Evangelizar? Sistematizar o ensino do evangelho? Não!

Quem lê as cartas de Paulo deve ter em mente que ele não estava evangelizando por carta, pois isso ele já tinha feito pessoalmente “… para vos falar o evangelho de Deus, no meio de grande combate (…) enquanto vos pregamos o evangelho” ( 1Ts 2:2 e 9).

As cartas contêm o evangelho fragmentado em seus vários aspectos, ou seja, não encontramos nelas todas as doutrinas abordadas sistematicamente.

O evangelho em sua plenitude somente é possível alcançar se o leitor da bíblia analisá-la como um todo. É preciso ler o Antigo Testamento, os evangelhos e as cartas do Novo Testamento para se chegar à doutrina do evangelho que foi anunciado os cristãos primitivos.

Embora as exposições do apóstolo Paulo fossem sistematizadas por temas, como se observa em Atos dos Apóstolos, tal método não é utilizado em suas cartas “E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro, Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei” ( At 24:25 ).

Quem escreve uma carta, como foi o caso do apóstolo Paulo, tem o objetivo de alcançar contemporâneos, e não pessoas além de sua época, e, por isso, ele não viu a necessidade de explicar nas cartas o sentido exato das palavras que foram utilizadas.

Aliado a isto, temos que o evangelho era um tema de conhecimento comum entre os cristãos instruídos pelos apóstolos.

Também não podemos esquecer que na antiguidade não havia as facilidades e meios para a escrita como possuímos hoje. Como conseqüência direta a escassez de meios, os apóstolos utilizaram uma linguagem sintética, sem ser prolixo, rica em figuras e exemplos e de poucas palavras. Era necessário aos apóstolos escrever pouco e dizer muito.

Com estas idéias básicas, podemos, com a ajuda do Espírito Santo de Deus, buscar os sentidos mais profundos que as escrituras sagradas contêm.

Aplicação Prática

As idéias evidenciadas neste texto são essenciais quando se interpreta uma carta. Agora, demonstraremos como observar estas regras aos ler as epístolas do Novo Testamento, e como tirar melhor proveito da leitura bíblica.

Dentre as cartas do Novo Testamento analisaremos a carta aos Colossenses, e tudo que já estudamos será levado em conta.

A epístola do apóstolo Paulo aos Colossenses foi escrita em um momento crucial para o evangelho. O ‘momento’ é caracterizado pela rápida expansão do evangelho no mundo à época e pelo surgimento de heresias e conceitos errôneos nas igrejas.

Com a rápida expansão do evangelho não havia como o apóstolo visitar e supervisionar todas as comunidades cristãs. Em várias regiões muitos cristãos nem mesmo haviam visto o apóstolo Paulo. Dentre estas igrejas temos a igreja de Colossos.

Por não conhecerem pessoalmente o apóstolo Paulo, muitos cristãos não sabiam da intensa luta do apóstolo em propagar e defender o evangelho, e na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo destaca o seu cuidado em preservar a fé (evangelho) dos cristãos devido aos vários ‘ventos’ de doutrinas.

Em outras comunidades que o apóstolo Paulo fundou ou visitou, ele lançou mão da sua autoridade de pai na fé ao exortar e lembrar os cristãos através de suas epístolas. Entretanto, por não ter esta autoridade pessoal diante dos cristãos de Colossos, ele lembra aos irmãos que o evangelho chegou até eles através de Epafras, um dos filhos de Paulo na fé ( Cl 1:7 ).

O apóstolo Paulo, no início da carta, demonstra que o evangelho que ele estava defendendo havia sido ensinado por Epafras. Mas, quem era Epafras? Segundo Paulo, Epafras é descrito como:

  • Conservo: Paulo demonstra que Epafras tinha os mesmos encargos que ele e Timóteo. Todos eles eram servos de Cristo. Tanto Paulo quanto Epafras estavam sujeitos a um mesmo Senhor.
  • Fiel ministro: Paulo reconhece que em favor dos Colossenses, Epafras executava o seu trabalho fidedignamente.

O evangelho havia sido levado aos Colossenses por intermédio de Epafras. O evangelho que o apóstolo Paulo anunciou, e que estava se expandindo pelo mundo de então, era o mesmo evangelho que Epafras tinha ensinado àquela igreja.

Ao escrever, Paulo tinha plena certeza de que:

  • Epafras tinha feito um bom trabalho “…fiel ministro…” ( Cl 1:7 b);
  • Que os Colossenses conheciam o evangelho “…antes ouvistes pela palavra…” ( Cl 1:5 b);
  • Que somente estaria lembrando aquilo que os irmãos já conheciam “…aprendestes isto com Epafras…” ( Cl 1:7 a);

O que podemos concluir com a introdução desta epístola?

Que a carta do apóstolo Paulo aos cristãos de Colossos contém uma alerta, trazendo à lembrança dos leitores a essência daquilo que foi ensinado por Epafras. O apóstolo Paulo desejava aumentar o cuidado daqueles irmãos para que não fossem enganados.

Ao fazermos uma interpretação dos argumentos apresentados na epístola aos Colossenses, devemos ter em mente que:

  • O apóstolo Paulo não estava ensinando os conceitos rudimentares do evangelho;
  • Que a carta contém uma defesa do evangelho, ou seja, daquilo que eles já conheciam através de Epafras;
  • Que não há nada de novo concernente ao evangelho. Paulo não acrescentou nada novo à doutrina de Cristo;
  • Nesta epístola o apóstolo Paulo utiliza uma linguagem peculiar, que somente os cristãos que haviam aprendido o evangelho de uma fonte sadia, como Epafras, teriam maior facilidade de em compreender.

Mesmo não conhecendo os irmãos da igreja em Colossos, Paulo tinha recebido notícias a respeito da atitude deles com relação ao evangelho (fé) “…desde que ouvimos falar da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos…”; “… e que também nos declarou o vosso amor no Espírito” ( Cl 1:4 e 8).

Por conhecer Epafras, ele sabia o grau de conhecimento acerca do evangelho que os cristãos de Colossos adquiriam, ou melhor, o apóstolo Paulo sabia que o conhecimento que Epafras passou aos cristãos era consistente.

A carta é direcionada à igreja, e, portanto, a uma coletividade. Ela apresenta argumentos que são pertinentes às igrejas em qualquer lugar do mundo, tanto que a carta deveria ser lida também entre os irmãos da igreja em Laodicéia ( Cl 4:16 ).

Como perceber que nas cartas de Paulo temos fragmentos do evangelho, e não um evangelho sistematizado como encontramos nos livros de teologia?

Em várias passagens das cartas paulinas o apóstolo somente fez referência a doutrina do evangelho na sua totalidade. Ex: “.. da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho…” ( Cl 1:5 ); “ em todo mundo este evangelho vai frutificando” ( Cl 1:6 ); “…do evangelho que ouvistes..” ( Cl 1:23 ).

Entretanto, em suas cartas só foi possível demonstrar alguns pontos específicos do evangelho, ou os pontos de maior relevância, trazendo à lembrança dos leitores toda uma verdade anunciada anteriormente, como bem fica descrito na carta aos Corintos “Ora, irmãos, desejo lembrar-vos o evangelho que já vos tenho anunciado…” ( 1Co 15:1 ).

Certa feita o apóstolo Paulo teve a oportunidade de falar do evangelho ao governador Félix e a sua mulher, Drusila. Naquela oportunidade o apóstolo Paulo só conseguiu falar sobre três pontos específicos do evangelho: a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro ( At 24:25 ), e em certo ponto da exposição o governador Félix o interrompeu.

Daí, conclui-se que em suas cartas o apóstolo Paulo não faz uma exposição completa do evangelho, antes trás à lume temas de maior relevância que deveria ser preservado na memória dos leitores. Eles não podiam esquecer o que haviam ouvido e aprendido por intermédio dos apóstolos ( 1Co 1:23 ).

 

O Ensino

O ministério do apóstolo Paulo sempre se apoiou no ensino. Ele buscava “apresentar todo homem perfeito em Cristo” ( Cl 1:28 ), e uma de suas ferramentas era o ensino sistemático do evangelho “A ele ‘Cristo’ anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda sabedoria…” ( Cl 1:28 ).

A disciplina ensinada pelo apóstolo dos gentios era o evangelho de Cristo. Quando chegava a uma cidade, de imediato procurava uma sinagoga onde pudesse expor o evangelho ( At 17:1 -2). A discussão em torno do evangelho estendia-se pelo tempo necessário ou enquanto aceitassem que ele falasse.

Era costume do apóstolo discutir, expor e demonstrar os pontos principais do evangelho.

Expor uma matéria é explicar, narrar, contar, revelar, tornando evidente o que se quer demonstrar.

Demonstrar é provar mediante raciocínio conclusivo, provando, evidenciando, dando a conhecer o que se quer revelar.

O apóstolo discutia, principalmente diante de pessoas avessas às suas idéias. Ele debatia sobre o evangelho contrastando-o com a lei. Esta era a forma de consolidar os seus conhecimentos e transmitir a mensagem do evangelho entre os inimigos declarados de Cristo.

Além de expor o evangelho através de tópicos, como vimos o apóstolo ensinando Félix e Drusila, ele também possuía a experiência de expor o evangelho em uma escola por dois anos. A escola de Tirano, através da pessoa do apóstolo Paulo, foi um centro de exposição do evangelho, que acabou por levar o evangelho aos habitantes da Ásia ( At 19:9 ).

Da mesma forma que o apóstolo Paulo, o escritor aos hebreus demonstrou que o evangelho era exposto através de tópicos relevantes como: O arrependimento de obras mortas, a fé em Deus, o ensino sobre o batismo, imposição de mãos, ressurreição dos mortos e o juízo eterno ( Hb 6:1 -2).

 

Uma Linguagem Prórpia

Toda matéria secular precisa de uma linguagem própria para se firmar como ciência. Uma linguagem bem construída dá consistência à idéia que se quer transmitir.

A linguagem pertinente a uma matéria tem como objetivo o seguinte:

  • Facilitar a compreensão;
  • Facilitar a transmissão do conhecimento;
  • Criar uma identidade à matéria;
  • Não dar margem à interpretação dúbia.

O apóstolo Paulo foi eclético na apresentação do evangelho por ter a sua frente dois públicos alvo: precisava convencer os judeus, e ao mesmo tempo tornar conhecida à mensagem do evangelho entre os gentios.

Para conseguir este feito foi desenvolvida uma linguagem peculiar que tornava compreensível a mensagem do evangelho entre judeus e cristãos.

Em uma igreja com um grande numero de gentios, vemos o apóstolo Paulo socorrendo-se de figuras como a família, o corpo, as relações sociais da época (livre, escravo) para conseguir expor a verdade do evangelho. Neste diapasão temos a carta aos cristãos em Efesos, sendo que a carta somente faz referência direta a dois textos do Antigo Testamento.

Ao citar na carta aos Efésios o versículo 18, do Salmo 68, Paulo o faz acompanhado de uma explicação. Ao citar Isaias 60, versículo 1, Paulo o faz acompanhado de uma advertência ( Sl 68:18 e Ef 4:8 ; Is 60:1 e Ef 5:14 ).

Outras citações do Antigo Testamento são feitas de forma velada, isto é, a citação já vem incorporada à linguagem corrente do apóstolo Paulo. Observe: “Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas ( Ef 2:10 ). Compare: “Senhor, tu nos dará a paz; Tu fizeste para nós toda a nossa obras ( Is 26:12 ).

Algumas citações do Antigo Testamento quando inseridas no Novo Testamento são incorporadas ao texto das carta com uma gama de conhecimento que, só terá total compreensão àqueles que conhecem as passagem do Antigo Testamento.

Os cristãos em Éfeso talvez não tivessem este problema, pois é provável que já tinham estavas verdades impressas em suas memórias.

Ao construir a linguagem empregada nas cartas, o apóstolo Paulo teve como elemento principal os livros dos Salmos e os profetas para tratar com os judeus, e a figura da família e do corpo humano para lembrar pontos específicos do evangelho aos gentios.

A construção de uma linguagem própria ao evangelho torna acessível à compreensão dos neófitos, e facilita a transmissão do conhecimento àqueles que já possuíam conhecimento de algumas passagens bíblicas.

A linguagem utilizada por Paulo é restrita aos primeiros cristãos, criando através dela uma identidade à matéria que a compõe, que é o evangelho. O que seria esta LINGUAGEM em si?

Por exemplo: para tratar de temas específicos como a ressurreição, o velho homem e o novo nascimento, o termo “morte” torna-se indispensável. Para demonstrar a ressurreição, o novo nascimento e o que ocorre com o ‘velho homem’ ao ter um encontro com Cristo, o apóstolo Paulo sempre utiliza a palavra ‘morte’.

Todas as vezes que o apóstolo Paulo faz um comentário sobre a morte de Cristo ele frisa de maneira bem nítida que Cristo morreu, descendo a sepultura, para posteriormente ressurgir dentre os mortos. Observe que o apóstolo Paulo nunca fez referência à morte de Cristo com o termo “dormir”.

Cristo morreu, ou seja, nunca o apóstolo emprega a palavra ‘dormir’. Porém, mesmo com este cuidado algumas seitas surgiram dizendo que Cristo não havia morrido.

Mesmo com uma linguagem própria surgiram distorções em certos grupos a respeito da pessoa de Cristo e do evangelho. Diante disto, imagine se o apóstolo tivesse uma só vez utilizado o termo ‘dormir’ ao fazer referencia a morte de Cristo no calvário. Haveria grande confusão, visto que oportunistas, que não crêem na morte de Cristo, utilizariam a linguagem do apóstolo Paulo de forma deturpada!

O uso de uma linguagem ou termo específico a uma determinada lição auxilia entender a matéria, reduz as interpretações distorcidas e ajuda a identificar quem realmente conhece a bíblia e faz parte de um grupo Cristão.

Outra forma de expor certo tema é a forma com que o apóstolo se inclui na narrativa ao tratar de um assunto específico. Todas as vezes que o apóstolo Paulo trata do tema que aponta o homem sem Cristo como pecador, ou de julgamento, ele se inclui ou utiliza a primeira pessoa para tratar do assunto.

Exemplificando: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” ( 1Tm 1:15 ); “Mas se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados ( 1Co 11:31 ); “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” ( Rm 5:8 ); “Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios” ( Gl 2:15 ), etc.

Em alguns temas abordados em suas cartas, o apóstolo Paulo procurou não expor as pessoas envolvidas naquela determinada situação. Ex: “Ora, irmãos, apliquei estas coisas figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós…” ( 1Co 4:6 ).

O apóstolo Paulo ao ser informado da dissensão que havia na igreja de Corinto, acabou por utilizar o seu nome, o de Apolo e o de Pedro para não dar ênfase ao nome dos partidários. Esta atitude do apóstolo deriva do amor que ele sentia pelos irmãos, que ainda estavam se desenvolvendo, mas que a soberba estava a rondar-lhes os seus corações, acabando por criar partidarismo entorno de certas pessoas.

Existiam alguns partidários dentro da igreja de Corinto, mas ao compreendermos a linguagem do apóstolo Paulo, fica esclarecido que este partidarismo não envolvia a pessoa de Paulo, ou de Cristo, ou de Pedro ou de Apolo, e, sim, de alguns que queriam ter preeminência na igreja.

Após verificar a linguagem utilizada pelo apóstolo Paulo, é possível verificar algumas diferenças incrustadas em suas epístolas. Por exemplo: a carta aos Filipenses difere da carta aos Colossenses porque o apóstolo já tinha visitado os cristãos de Filipos, e não havia visitado os de Colossos.

Observe que a carta aos Filipenses não apresentam frases explicativas como as que aparecem na carta aos Colossenses, como a seguinte: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue”, a saber, “a remissão dos pecados” ( Cl 1:14 ).

O apóstolo Paulo explicação o significado do que é redenção e como os cristãos foram reconciliados com Deus “vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte…” ( Cl 1:22 ).

Ao falar da circuncisão com Cristo, o apóstolo Paulo demonstra que a circuncisão de Cristo não se consegue utilizando mãos humanas, contrastando a circuncisão de Cristo com a circuncisão da lei. A circuncisão do novo testamento diz do despojar do corpo da carne, visto que é necessário lançar fora toda a carne, ou seja, o corpo do pecado.

 

Comparando algumas Cartas do Novo Testamento

Ao analisar as cartas do apóstolo Paulo e do apóstolo Pedro é possível perceber uma forma especifica e semelhante quanto a composição das cartas. Observe:

 

Apresentação Pessoal

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus…” ( Ef 1:1 );

“Paulo e Timóteo, servo de Cristo…” ( Fl 1:1 );

“Paulo, apóstolo de Cristo…” ( Cl 1:1 );

“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo…” ( 1Pe 1:1 ).

 

Agradecimento

“Bendito seja o Deus e Pai…” ( Ef 1:3 -16);

“Dou graças ao meu Deus…” ( Fl 1:3 );

“Graças damos a Deus, Pai…” ( Cl 1:3 );

“Bendito seja o Deus e Pai…” ( 1Pe 1:3 ).

 

Motivo de Louvor

“…todas as bênçãos espirituais” ( Ef 1:3 -16);

“…todas as vezes que me lembro de vós…” ( Fl 1:3 );

“…por causa da esperança que vós está reservada (…) que nos fez idôneos para participar…” ( Cl 1:5 e 12 -14);

“…nos gerou de novo…” ( 1Pe 1:3 ).

 

Pedido em oração

“…lembrando de vos nas minhas orações…” ( Ef 1:16 -18);

“…em todas as minhas orações, súplicas…” ( Fl 1:4 -11);

“…não cessamos de orar por vós e pedir…” ( Cl 1:9 );

“Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração” ( 1Pe 4:7 ).

 

O pedido

“…para que sejam iluminados os olhos do vosso entendimento” ( Ef 1:17 -19);

“…que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção…” ( Fl 1:9 -10);

“…cheios do pleno conhecimento da sua vontade (…) crescendo no conhecimento de Deus” ( Cl 1:9 -11 );

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento..” ( 1Pe 1:13 );

 

A pessoa de Cristo

“…que manifestou em Cristo, ressuscitando…” ( Ef 1:20 -23);

“…de sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” ( Fl 2:5 -11);

“Ele é a imagem do Deus invisível…” ( Cl 1:15 -20);

“Chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens…” ( 1Pe 2:4 );

 

A salvação, ou o que foi realizado em Cristo

“Ele vos vivificou, estando vós mortos…” ( Ef 2:1 -10);

“…para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis…” ( Fl 2:15 );

“…vós reconciliou no corpo da sua carne (…) E recebestes a plenitude em Cristo…” ( Co 1:21 -22 e 2:10 -15);

“…nos gerou de novo para uma viva esperança” ( 1Pe 1:3 ) “Tendo purificado as vossas almas na obediência à verdade (…) tendo sido regenerados” ( 1Pe 1:22 -23).

 

Um Pedido sobre a Nova Maneira de Viver

“…rogo-vos que andeis como é digno da vocação…” ( Ef 4 a 6 );

“O que é mais importante, deveis portar-vos dignamente…” ( Fl 1 a 4);

“Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, andai nele…” ( Cl 2:6 -8 e 3 a 4);

“Como filhos obedientes, não vos conformeis com as concupiscências…” ( 1Pe 1:14 ); “Deixando, pois, toda a malicia, todo engano…” ( 1Pe 2:1 ).

Observe que a maior diferença na composição das cartas de Paulo e de Pedro está no elemento oração, visto que a oração é algo pessoal e intimo.

O apóstolo Paulo era focado na deficiência dos cristãos quanto ao que compreendiam do evangelho, e orava a Deus pedindo que lhes fossem abertos os olhos do entendimento.

Pedro, da mesma forma, solicita aos irmãos que cingissem os lombos do entendimento. Era necessário que eles adquirissem um novo conhecimento, contrastando com o velho conhecimento, denominado de ignorância.

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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