O batismo nas águas deve ser feito em qual nome?

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O batismo nas águas é uma representação do que já ocorreu com que está sendo batizado, vez que foi batizado no evangelho, tornando-se membro do corpo de Cristo.


O batismo nas águas deve ser feito em qual nome?

“Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:13)

Introdução

Há uma grande celeuma, no meio cristão, acerca de quais palavras devem ser proferidas por um líder eclesiástico, no momento em que alguém é batizado nas águas.

O batismo seria em nome de Jesus? Deve-se batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Há uma fórmula especifica a ser utilizada no momento do batismo?

 

O batismo na morte

“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?” (Romanos 6:3).

Antes de debruçar na questão, acerca das palavras a serem ditas no momento do batismo em águas, se faz necessário esclarecer que o crente em Cristo é batizado na morte de Cristo (Romanos 6:3).

Quando o homem crê que Jesus de Nazaré é o Cristo, torna-se participante da carne e do sangue de Cristo ou, seja, é crucificado, morto e sepultado com Cristo, conforma-se com Cristo na sua morte. (João 6:53-57).

“Para que eu possa conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunicação dos Seus sofrimentos, conformando-me a Ele na Sua morte.” (Filipenses 3:10).

O batismo na morte de Cristo é superior e anterior ao batismo nas águas, pois, só são batizados nas águas aqueles batizados em um espírito (evangelho) ou, seja, que já fazem parte do corpo de Cristo.

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.” (I Coríntios 12:13);

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.” (Gálatas 3:27).

Como há um só corpo (que é a igreja), um espírito (que é o evangelho), uma só esperança (salvação), conclui-se que há um só Senhor, o Cristo, uma só doutrina (fé) e um único batismo, que é morrer com Cristo e um só Deus e Pai de todos.

“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo. Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.” (Efésios 4:4 -6).

Se faz necessário morrer e ser sepultado com Cristo, para que o homem seja ressuscitado, juntamente, com Cristo, o que ocorre no momento em que o homem crê e confessa que Jesus é o Cristo (Romanos 10:9).

“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:4);

“Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.” (Colossenses 2:12).

O etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, após crer e confessar a Cristo como Senhor, foi batizado em águas, o que demonstra a importância de crer e admitir que Jesus é o Cristo, para ser batizado.

“E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.” (Atos 8:36 -38).

O carcereiro responsável pela guarda do apóstolo Paulo e Silas foi batizado em águas, após crer que Jesus é o Cristo.

“E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?  E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.” (Atos 16:30 -33).

Para ser salvo, o carcereiro precisava crer em Jesus, assim como toda a sua casa, e por isso, o apóstolo Paulo pregou o evangelho ao carcereiro e a todos os que estavam em sua casa. A salvação estava vinculada à mensagem anunciada pelo apóstolo, e o carcereiro precisava crer, para ser participante da promessa, pois Deus se propôs salvar os crentes, através do evangelho, a loucura da pregação.

“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1 Coríntios 1:21).

Ao crer na mensagem do evangelho, o homem se conforma com Cristo na sua morte, sendo justificado do pecado, e ao ressurgir com Cristo, é nova criatura, livre de toda condenação, portanto, salvo em Cristo Jesus.

O que salva o homem é o espírito (mensagem) que Deus derramou sobre toda carne (Joel 2:28; Isaías 11;1-2; Isaías 63:1-3), cujo tema é o Cristo, o primogênito dentre os mortos, que entrou no mundo como o Unigênito Filho de Deus, foi morto e sepultado e ressurgiu dentre os mortos pelo poder de Deus e não uma fórmula a ser recitada no momento do batismo nas águas.

 

O que significa “em nome de”?

“Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:13)

É possível batizar em nome de Paulo ou, de qualquer outro apóstolo? Certamente, que não! Entretanto, o apóstolo Paulo questionou os cristãos de Corinto se haviam sido batizados em nome de Paulo, vez que havia dissensões entre eles.

O partidarismo entre os cristãos de Corinto era tamanho, que o apóstolo Paulo colocou os apóstolos como exemplo, pois, cada qual dizia: eu sou de fulano, eu sou de beltrano, etc.

Vale destacar que o partidarismo e a dissensão em meio aos cristãos de Corinto não se davam em relação aos apóstolos Paulo e Cefas ou Silas e Cristo. O partidarismo se dava entre eles, de modo que o apóstolo se interpõe como exemplo (por semelhança), por amá-los.

“E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro.” (1 Coríntios 4:6).

Antes de questionar se foram batizados em nome de Paulo, o apóstolo dos gentios questionou se Cristo estava dividido ou, se ele fora crucificado em favor dos cristãos. Nessas duas perguntas iniciais: ‘Está Cristo dividido?’; ‘Foi Paulo crucificado por vós?’, está a essência do que significa ‘em nome de’.

Cristo é a essência do evangelho e quando Ele é anunciado, uma questão é destacada: Ele foi crucificado!

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” (I Coríntios 1:23).

Ser batizado ‘em nome de’ não tem em vista um vocábulo ou locução (antropônimo) que tem a função de designar uma pessoa, antes, tem em vista uma doutrina a ser anunciada, doutrina essa que tem por tema o Cristo e esse crucificado.

Os judeus que saíram do Egito foram todos ‘batizados’ na nuvem e no mar ou, seja, todos passaram com pé enxuto, quando o mar se abriu (Êxodo 14:21-22) e todos estiveram debaixo da mesma nuvem que protegiam o povo do calor do deserto, durante o dia (Êxodo 13:21-22).

“E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,” (1 Coríntios 10:2).

O que significa ter sido batizado em Moisés? Significa batismo por imersão ou, por aspersão, em nome de Moisés? Que o antropônimo ‘Moisés’ tem poder? Que havia autoridade no nome de Moisés? Não!

Ao dizer que ‘todos foram batizados em Moisés’, o texto indica que não havia divisão ou, dissensão, entre os judeus, acerca de quem seguir. Moisés não estava dividido, de modo a seguirem outros líderes, em meio aos filhos de Israel.

Quando foram batizados na nuvem e no mar, igualmente, Moisés, também, foi batizado, sendo que a nuvem e a abertura do mar foram providência divina. Dizer que os filhos de Israel foram batizados em Moisés, significa remeter aos eventos em que todos os filhos de Israel estiveram, ao abrigo da nuvem, e passaram a pé enxuto no mar.

“ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar.” (1 Coríntios 10:1).

Ser batizado ‘em Moisés’ significa que os filhos de Israel foram resgatados como nação e em plena comunhão, ou seja, sem divisões ou, partidarismos. Tudo que Deus operou nos filhos de Israel, teve Moisés à frente:

“E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;” (Hebreus 3:5).

Só há batismo ‘em nome de’, quando há alguém obediente e uma mensagem a ser anunciada. Moisés e sua família (casa) foram fiéis. Jesus, por sua vez, como Filho sobre a sua própria casa, foi fiel a Deus, e anunciou salvação, o evangelho, para todos os homens.

“Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.” (Hebreus 3:2);

“Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto.” (Hebreus 3:7 -8).

Ser batizado ‘em nome de Jesus’ diz de uma questão muito mais abrangente que a citação de um antropônimo ou, de uma fórmula que envolva línguas, grafia, entonação, etc., que fomenta questões vãs do que, propriamente, edificação do corpo de Cristo.

Por exemplo: se admitirmos que o batismo é no antropônimo ‘Jesus’, deve-se utilizar o antropônimo na língua grega, hebraica ou, na língua nativa de quem está sendo batizado? Se uma dessas três alternativas fosse válida, qual seria a entonação ou, a forma da pronúncia?

Batizar em nome de Jesus tem o significado de evangelizar os descrentes, para que creiam que Jesus é o Cristo. Por desconhecerem essa verdade, muitos líderes cristãos pensam que, em aspergir ou, em submergir as pessoas em águas, é o mais importante, e se esquecem de que os cristãos foram enviados a evangelizar, não a ‘batizar’.

“Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.” (1 Coríntios 1:17).

O apóstolo Paulo destacou que batizou somente a Crispo, a Gaio e à família de Estéfanas e, como não se lembrava de alguém mais, demonstra que, batizar em águas, não é mais importante que evangelizar.

Felipe evangelizou um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, demonstrando, através das Escrituras, que Jesus de Nazaré é o Cristo (Atos 8:35). O eunuco, após estar a par da verdade do evangelho, quando avistou água, questionou acerca de ser batizado, sendo respondido que, se cresse de todo coração, que não haveria impedimento algum (Atos 8:37).

Com base no que foi ensinado acerca das Escrituras, o eunuco confessou (admitiu) que Jesus Cristo é o Filho de Deus e, por isso, foi batizado por Felipe. O que qualifica o batismo do eunuco nas águas, como sendo no nome de Jesus, é o fato de ter sido anunciado o Cristo e ele ter crido que Jesus é o Filho de Deus.

Ao crer com o coração (intelecto), que Jesus ressurgiu dentre os mortos, o eunuco foi batizado na morte de Cristo (Romanos 6:3), ou seja, ao crer no evangelho, o eunuco foi batizado em um espírito (mensagem), formando, assim, um só corpo.

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.” (1 Coríntios 12:13).

Ao admitir, publicamente. com a boca, que Jesus é o Cristo, o ungido de Deus, o eunuco produziu o fruto digno de arrependimento (metanoia=mudança de concepção, mentalidade, entendimento), ou seja, o fruto dos lábios que confessam a Cristo (Hebreus 13:15; Mateus 3:7-8), portanto, não havia impedimento algum em ser batizado em águas.

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Romanos 10:9 -10). 

O povo de Israel foi batizado, em Moisés, na nuvem e no mar, e é dito em Moisés porque o patriarca representa um sistema doutrinário único, a lei, que era destinada a um povo, os judeus.

Houve, ainda, o batismo de João, batismo que leva o nome de João Batista, em função da doutrina que anunciava mudança de concepção (arrependimento), tendo em vista a chegada do Cristo (reino dos céus).

Na Nova Aliança, tem-se o batismo nas águas, momento que o convertido externa (confessa) que, realmente, creu que Jesus veio em carne, foi entregue e morto por pecadores, ressurgiu dentre os mortos pelo poder de Deus e está assentado à destra da Majestade, nas alturas. 

O crente em Cristo torna-se ministro do espírito, ou seja, ministro de uma nova aliança (2 Coríntios 3:6) e, por isso, é dito que há um só corpo, a igreja, e um só espírito, o evangelho (Efésios 4:4).

“Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo;” (Efésios 4:5).

Poucos compreendem que há somente um Senhor, Jesus Cristo; uma só fé pela qual o cristão deve lutar e que nos faz agradáveis a Deus, que é o evangelho; e um só batismo, que se dá na morte com Cristo.

 

O que Jesus mandou? 

Sob pretexto de que ‘Jesus mandou batizar’, surgiram várias fórmulas, a serem empregadas no momento em que se batiza uma pessoa nas águas. Há quem batize em nome de Jesus, outros, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Chegam a batizar da seguinte forma: em nome de Jesus eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.  

Em primeiro lugar, temos que destacar que Jesus mandou evangelizar, diferente do que dizem, que Jesus mandou batizar.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” (Mateus 28:19).

A ordem é para fazer discípulos de todas as nações, ou seja, quanto a fazer discípulos, não há acepção de pessoas. E o que é fazer discípulo? É instruir alguém no ensinamento de Jesus, de modo que permaneça no Seu ensino.

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;” (João 8:31).

Como eram os discípulos que batizavam os que se decidiam por Cristo (João 4:2), Jesus instrui os seus discípulos a batizarem aqueles que guardam as coisas que Ele ordenou. Em primeiro lugar, só é possível fazer discípulo evangelizando, ou seja, anunciando que Jesus é o Cristo, segundo as Escrituras. Quem crê que Jesus é o Cristo, é batizado na morte de Cristo, tornando-se uma nova criatura ao ressurgir com Cristo.

Para ‘batizar’ na morte de Cristo, basta fazer discípulo, ensinando-os a guardar tudo o que foi ordenado por Jesus. Desse modo, não há contradição alguma nas declarações paulinas, de que Paulo não foi enviado a batizar, mas, a evangelizar, e que todos foram batizados em um espírito, ou seja, no evangelho (1 Coríntios 1:17 e 12:13). Da mesma forma que, todos que saíram do Egito, foram batizados na nuvem e no mar, pois, todos comeram e beberam de uma mesma comida e bebida espiritual (1 Coríntios 10:2-4), todos são batizados em Cristo, quando se alimentam da sua carne e do seu sangue (João 6:55).

O batismo na nuvem e no mar só ocorreu uma vez, diferente dos batismos (oblações) segundo a carne, que consistiam somente em comidas e bebidas.

‘Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’ é dar o alimento espiritual pelo qual os homens, por uma verdadeira figura – o batismo – evento que só ocorre uma vez (Efésios 4:5), que não é o caso do despojamento (livrar-se) da imundície da carne (Hebreus 9:10), que consistia somente em comidas e bebidas (várias abluções – batismos) segundo impõe a carne, mas que se persiga (busca exaustiva) uma boa consciência para com Deus, em função da ressurreição de Cristo.

“Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;” (1 Pedro 3:21).

A ‘boa consciência’ complementa o ‘crer com o coração’ e o ‘confessar com a boca’, pois crer e confessar têm relação direta com a salvação, enquanto a boa consciência é uma busca exaustiva[1], pois diz de um bom porte diante dos homens.

“Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.” (Hebreus 13:18);

“Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.” (1 Pedro 2:19);

“E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.” (Atos 24:16).

A ordem de Cristo é para que se ensine os homens de toda e qualquer nação a guardar todas as coisas que foram ordenadas, de modo a fazerem discípulos. Esse é o ponto principal do evangelho, de modo que o apóstolo Paulo afirmou que não foi enviado a batizar.

Quando alguém crê que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos e confessa com a boca que Jesus é o Cristo, assim, como fez o eunuco para Felipe, em havendo água, que seja batizado (Atos 8:38).

Havia uma fórmula a ser dita? Não! Se o eunuco ouviu o evangelho de Cristo e creu segundo o que foi anunciado, ele foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Ser batizado implica em uma doutrina, não em uma fórmula:

“Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.” (Atos 19:3 -5).

Quando outras passagens bíblicas falam em batismo em nome de Jesus, como Atos 2:38, 8:16, 10:48, 19;5 e 1 Co 6:11, não temos uma fórmula, antes, que são batizados ‘no batismo de Cristo’, os que creem nas boas novas de salvação.

“Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.” (Atos 8:12).

É errado dizer: ‘Eu te batizo em nome de Jesus’, no momento do batismo? Não, desde que, quem está sendo batizado, saiba em quem tem crido, e quem batiza que o faz segundo a verdade do evangelho! É errado batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Não, desde que, quem está sendo batizado, saiba em quem tem crido! E se quem está a batizar não disser nada? Também, não é errado, desde que, quem está sendo batizado, saiba em quem tem crido.

Mas, quem batiza firmado no pressuposto que há uma fórmula a ser dita no momento do batismo, está equivocado. No entanto, se aquele que está sendo batizado por alguém que acredita em uma fórmula, de fato, sabe em quem tem crido, não sofrerá dano quanto à salvação.

 

Equívocos quanto ao batismo

O batismo nas águas é uma representação do que já ocorreu com quem está sendo batizado, vez que foi batizado no evangelho, tornando-se membro do corpo de Cristo.

“Pois todos nós fomos batizados em um espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um espírito.” (1 Coríntios 12:13).

O importante para Deus é se fazer membro do corpo de Cristo; ser batizado em águas é representação do evento em que o corpo do velho homem foi sepultado e que ressurgiu dentre os mortos uma nova criatura.

Na Antiga Aliança, tinha a circuncisão do prepúcio e a circuncisão do coração, mas os filhos de Israel desprezavam a instrução quanto à circuncisão do coração e davam, apenas, importância à circuncisão do prepúcio.

Hoje se dá importância ao batismo nas águas, pois, se enfatiza a questão de pertencer a uma instituição humana, mais do que pertencer ao corpo de Cristo. Relegam a segundo plano o ensino de quem é Jesus, a quem vai se batizar.

Atualmente, temos mais ministros de instituições, do que ministros do espírito, o que resulta em batizados em águas, mas, que não são batizados no espírito.

“O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:6).

 

Correção ortográfica: Pr. Carlos Gasparotto

[1] “1906 επερωτημ α eperotema de 1905; TDNT – 2:688,262; n n 1) indagação, pergunta 2) demanda 3) busca exaustiva 3a) ânsia, desejo intenso” Dicionário Bíblico Strong.

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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