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C.S. Lewis sobre ir à igreja

Estava conversando com alguém sobre igreja (para variar) e me lembrei de uma história envolvendo C. S. Lewis e um velho santo de botas de borracha. Como não conseguia achar essa história em nenhum dos livros do C. S. Lewis que possuo, decidi “googar” por ela e a achei no blog Mere Theology.

C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.

Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”

Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir àigreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)

Autor: Sandro Baggio

Fonte: http://www.sandrobaggio.com

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1º Timóteo – Esboço e Introdução

1º Timóteo (1Tm)

Autor: Paulo
Data: Cerca de 64 dC

Antecedentes


Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé pregaram em Listra, uma cidade da Licaônica, e obtiveram em meios às perseguições sucesso. É provável que uma judia chamada Lóide, e sua filha Eunice, tenha se convertido a Cristo durante esse ministério. Eunice era casada com um gentio, com quem ele teve Timóteo, provavelmente seu único filho. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica, mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo.
Quando Paulo retornou a Listra, ele encontrou Timóteo como membro da igreja local, altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. Sob a sugestão do ES, Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. Como eles iam ministrar entre os judeus, Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado, não por causa da justiça, mas para evitar ofender os judeus, uma vez que sua mãe era judia.

Autor


Todas as Epístolas Pastorais (1Tm, 2Tm, Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. Além disso, a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu.

Data
Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC, após ser libertado de usa primeira prisão romana. Logo em seguida, ele partiu, deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.

Conteúdo


O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades, e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. Na carta, ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres, como ordenar o culto da igreja, como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.

Cristo Revelado
A divindade de Jesus é evidente, pois Paulo o iguala a Deus, o Pai (1.1-2; 3.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6.15-16). Jesus é a fonte da graça, misericórdia e paz (1.12,14), que comandou o apostolado de Paulo (1.1) e o capacitou para o ministério (1.12). Cristo é tanto Senhor (1.2,12,14; 5.21; 6.3,14,15) quando salvador (1.1,15), que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2.6). Em virtude de seu trabalho de redenção, ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.5), a maneira de acessar a Deus. Ele, que se faz carne, ascendeu ao céu (3.16). Por enquanto, ele é nossa esperança (1.1), e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.14).

O Espírito Santo em Ação


As referências diretas ao ES em 1Tm são raras, mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19.1-7). As “intercessões” (2.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8.26,27). A declaração “o Espírito expressamente diz” (4.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. Em 4.14, Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”, uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. Além disso, um “bom testemunho” (3.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”, tal como exigido na nomeação de líderes (At 6.3).

Esboço de 1º Timóteo

Introdução 1.1-20
I. Instruções relacionadas à igreja 2.1-3.16

Seu culto 2.1-15
Seus líderes 3.1-13
Sua função em relação à verdade 3.14-16

II. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-6.10

Em relação à igreja como um todo 4.1-16
Em relação às várias classes na igreja 5.1-6.10

III. Exortações finais 6.11-21

Para manter a fé e militar na fé 6.11-21
Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.17-19
Para guardar a verdade 6.20-21

Fonte: Bíblia Plenitude e site Vivos – www.vivos.com.br

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Agarre as oportunidades

Alguns homens nunca estão acordados quando o trem parte, mas se arrastam até a estação ainda a tempo de ver que todo mundo já partiu e, então, dizem sonolentos: “Puxa vida, o trem já partiu? Meu relógio deve ter parado à noite”. Eles sempre chegam à cidade um dia após o início da feira e mostram suas mercadorias uma hora depois do mercado fechar. Eles aproveitam a oportunidade quando o sol se põe e cortam seu milho logo que o tempo bom termina. Eles gritam: “Segure firme!”, depois que o tiro saiu do revólver e fecham a porta do estábulo quando já roubaram o cavalo. São como a cauda da vaca, sempre atrás; pegam o tempo pelo calcanhar, não pelo cabelo; se é que realmente o aproveitam de alguma forma. Não têm mais valor que um almanaque velho cuja validade expirou por falta de uso. Infelizmente, não podemos ignorá-los, como faríamos com o almanaque, pois são como a velha senhora rabugenta beneficiária de uma anuidade da qual pretende receber o valor integral; eles não morrem apesar de não terem serventia vivos. Como dizem, a calma e a vida longa são primos irmãos, o resto é compaixão. Se eles são imortais enquanto tiverem trabalho a fazer não morrerão logo, pois ainda nem começaram a trabalhar. Em geral, as pessoas ociosas se desculpam pela preguiça dizendo: “Eu só estou um pouco atrasado”, mas um pouco atrasado é quase sempre muito atrasado, e um erro é um erro. Meu vizinho Sykes cobriu o poço depois que seu filho se afogou nele, enquanto ele estava muito ocupado na parte de baixo da velha fazenda trazendo baldes de água a fim de apagar o fogo que já tinha destruído toda a casa. Com certeza, ele fará seu testamento quando já não puder segurar a caneta e apenas pensará em se arrepender de seus pecados quando seus sentidos não funcionarem mais.

Essas carroças lentas pensam que amanhã é melhor que hoje e tomam por regra um antigo ditado transformado em confusão: “Não faça hoje o que pode deixar para amanhã”. Eles estão eternamente esperando que seu navio chegue e estão sempre sonhando e procurando coisas do amanhã, enquanto a grama cresce na área de plantio, e as vacas passam através das brechas da cerca. Se os pássaros não fizessem nada além de esperar que alguém pusesse sal em suas caudas, que refeição eles levariam para casa, para suas famílias! Mas enquanto as coisas se movem em seu próprio ritmo, os mais jovens, em casa, terão de encher suas bocas com colheres vazias. Eles dizem: “Não importa, tempos melhores virão, esperemos mais um pouco”. Seus pássaros todos estão no arbusto e, de acordo com a avaliação deles, raramente estão gordos, e precisariam estar, pois ainda não têm nada em mãos, e a esposa e as crianças estão quase mortos de fome. Eles dizem que alguma coisa acontecerá, mas por que os preguiçosos não fazem acontecer por si mesmos? O tempo e a maré não esperam por ninguém, e mesmo assim esses camaradas desperdiçam o tempo como se fossem donos dele e da vida e tivessem uma gaiola cheia de oportunidades. Eles descobrirão seu erro quando a necessidade acabar com eles, e isso não demora muito a acontecer com alguns em nossa aldeia que já estão há um bom tempo a caminho da terra da necessidade. Quem não ara não pode esperar ter alimento; os que desperdiçam na primavera têm um outono magro. Eles não malharam enquanto o ferro estava quente e logo descobrirão que o ferro frio é muito difícil de malhar.

“O que não quer enquanto pode, Recebe um não quando quer.”

O tempo não fica amarrado ao poste como o cavalo, à manjedoura. Ele passa como o vento, e o que mói seu milho com o vento precisa pôr em movimento as velas do moinho. O que boceja até ser alimentado fará isso até morrer. Não se consegue nada sem sacrifício além de pobreza e sujeira. De acordo com o antigo dito: “O Jack progrediu por causa de sua estupidez”. Penso que o Jack veria que isso é muito diferente hoje, mas o Jack, em tempo algum, progrediria pela tolice, deixando as oportunidades presentes escaparem dele, porque as lebres nunca chegam perto da boca dos cães enquanto eles dormem. Pois para quem tem tempo e espera sempre um momento melhor, chega o momento em que se arrepende do tempo perdido. Não adianta ficar deitado chorando: “Deus me ajude!”. Deus ajuda os que ajudam a si mesmos. Quando vejo um homem que declara que as coisas não vão bem e que nunca tem sorte, em geral, digo a mim mesmo: “Aquele ganso velho não se sentou sobre os ovos antes de estarem todos fecundados e agora culpa a providência porque eles não chocaram. Na realidade, eu nunca tive fé na sorte, mas, em casos excepcionais, acredito que a sorte auxilia um homem a passar sobre um fosso se ele pular bem e coloca um pedaço de bacon em seu alforje se ele correr atrás de um porco. A sorte geralmente vem para aqueles que procuram por ela, e a meu ver ela bate na porta de todo mundo, pelo menos uma vez na vida, mas se não aproveitamos a oportunidade, ela vai embora. Os que perderam a última chance e deixaram cada oportunidade passar por eles, amaldiçoam a providência por pôr tudo contra eles: “Se eu fosse um chapeleiro, os homens nasceriam sem cabeças”. Outro diz: “Se eu fosse procurar água no mar, ele secaria”. Todo vento é louco para um navio desgovernado. Nem os sábios nem os ricos podem ajudar quem recusou ajudar a si mesmo por muito tempo. João Lavrador, de forma muito gentil, envia seus cumprimentos aos amigos e agora que a colheita terminou e o lúpulo está todo colhido, ele, conforme prometeu, pretende dar-lhes um pouco de poesia apenas para testar o polimento. João pediu que o ministro que lhe emprestasse as obras de um poeta, ele enviou a obra de George Herbert – sem dúvida, muito bom, mas tão difícil como Harkaway Wood. No entanto, uma boa parte desses estranhos versos antigos, de vez em quando, ainda aparece como cachos de nozes muito doces, mas algumas delas são ainda mais difíceis de quebrar. Embora o verso, a seguir, esteja próximo do que falei, na verdade, ele é bem simples, e João, apesar de pedir perdão ao poeta, não vê rima nele. Entretanto, como é de autoria do grande Herbert, ele tem de ser bom e é o bastante para ornamentar a palavra de João, como a flor colocada na lapela de um paletó domingueiro.

Deixa que teu pensar fique submisso, calmo, projetando onde,quando e como tuas ocupações podem ser feitas.A negligência cria larvas, mas o viajante confiante, mesmo que apeado algumas vezes, prossegue.Sozinho, age e impulsiona almas a viverem. Escreve sobre os outros, eis aqui um desses.

Autor: C.H Spurfgeon.

Livro: Sabedoria Bíblica - Conselhos simples para pessoas simples. p. 23-4

Editora: Shedd Publicações

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2º Timóteo – Esboço e Introdução

2º Timóteo (2Tm)

Autor: Paulo
Data: Cerca de 66 – 67 dC

Antecedentes


Até podemos determinar, Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias, viajando até a Espanha. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC, Paulo foi preso de novo, provavelmente em Trôade (4.13), e levado pra Roma. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento. Anteriormente, ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente, mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. Antes, ele esperava ser solto, mas agora ele esperava a morte (4.6-8). Ao escrever esta carta, somente Lucas estava com Paulo (4.11), tendo todos os outros partidos por vários motivos.

Ocasião e Data


A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo, bem como suas próprias. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa. Em relação a si mesmo, Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4.13) e, em sua solidão, desejava ver Timóteo e Marcos (4.9-11). Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte. Portanto, como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC, a carta deve ser datada de 66/67.

Característica


Embora Paulo seja conciso e direto, ele também é meigo, caloroso e carinhoso. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto, pois seu coração estava falando. Conseqüentemente, a carta não era um produção literária ordenada bem planejada, mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.

Cristo Revelado


Para Paulo, o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1.8). As bênçãos espirituais, como a graça, a misericórdia, a paz e mesmo a vida em si, residem nele e derivam dele (1.1-2,9-10,13,16,18; 2.1). Jesus veio para a terra como homem (2.8) para ser nosso Salvador (1.10; 2.10; 3.15) e foi ressuscitado (2.8) logo após sua morte. Ele é fiel àqueles que o seguem (1.12; 2.11-12; 4.17-18,22) e coerente com seu propósito (2.12,13). Ele também concede a compreensão espiritual (2.7). Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4.1,8; 4.14,16).

O Espírito Santo em Ação


O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.6). Além disso, o ES concede poder, amor e moderação (1.7). O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1.13,14).

Esboço de 2º Timóteo

I. Introdução 1.1-5

Saudação 1.1-2
Ação de graças 1.3-5

II. Fidelidade face às dificuldades 1.6-14

Devido à natureza da experiência cristã 1.6-8
Devido à grandeza do evangelho 1.9-11
Devido ao exemplo de Paulo 1.12-14

III. Fidelidade face à deserções 1.15-2.13

O exemplo de Onesíforo 1.15-18
O caráter da obra de Timóteo 2.1-7
A obra redentora de Cristo 2.8-13

IV. Fidelidade face ao erro 2.14-4.8

Erro doutrinário 2.14-26
Erro prático 3.1-4.8

V. Conclusão 4.9-22

Instrução 4.9-13
Advertência 4.14-15
Explicação 4.16-18
Saudações 4.19-21
Bênção 4.22

Fonte: Bíblia de Estudo Plenitude e Site Vivos.com.br

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O pastoreio sacerdotal do pai cristão

Considero ser pai, a tarefa mais difícil da terra. O pai é diferente da mãe. A mãe sente seu filho no ventre, sente-o crescer, sente as suas pulsações, o pai não. A criança nasce e sua afeição inicial está intrinsecamente ligada a vida da mãe.

Ela é a protetora, a provedora dessa criança, ainda tão indefesa. O pai observa tudo isto, compartilha de toda essa graça, mas ainda não se sente pai, até aquele dia que ouve dos lábios do filho gerado, a palavra “pai”, ser chamado de pai.

O pai cristão tem a responsabilidade de formar crianças à imagem de Cristo Jesus. O pai deve modelar para o filho o Senhor Jesus Cristo, para que o filho siga os seus caminhos.
Podemos chamar isso “o sacerdócio do pai” ou talvez “o pastoreio do pai”. Todo pai é um “pastor” do rebanho que Deus lhe concedeu.

É interessante traçar os paralelos entre o papel do pastor e o papel dos pais. Vejo pelo menos três responsabilidades paralelas entre os dois:

I. O pai sacerdote devem conduzir seus filhos a Deus (Intercessão)

Segundo Atos 6:2,4, uma das primeiras grandes responsabilidades do líder espiritual é a oração. Os pais que oram por seus filhos providenciam alguma forma de proteção para eles contra as doenças do pecado. O pai intercessor ergue paredes de proteção ao redor de seu filho, preocupando-se com seu bem estar, seu relacionamento com o Senhor, pecado, etc.

O pai que ora continuamente pelos filhos certamente agirá também para protegê-los contra o pecado.
Mas como orar pelos filhos? Gostaria de sugerir um esboço muito simples que serve como guia na minha oração pelos meus seis filhos.

s pais cristãos deve orar por pelo menos cada uma destas áreas:

a) Caráter dos filho (o fruto do Espírito, Gl 5:22 junto com a compreensão da sua identidade como filhos de Deus em Cristo, Ef 1:15-23,3:14-21)
b) Carreira (orar ao Senhor da seará que use meus filhos para expandir Seu Reino no mundo–Lc 10:2)
c) Casamento (orar que Deus direcione meu filho ao cônjuge com quem compartilhará sua chamada para o resto da vida)

O pai sacerdote intercede pelos seus filhos. Mas assim como o pastor, que se dedica à oração e ao ministério da Palavra, o pai sacerdote também se preocupa com o ensino de seus filhos.

II. O pai pastor deve apresentar Deus aos seus filhos (instrução)

O pai pastor está sempre ensinando seus filhos pelas palavras, pelas ações e pelas atitudes. É impossível escapar do olhar destas pequenas ovelhas, que admiram tanto seus “pastores”. Sempre estamos transmitindo o que somos para elas. Com tempo, os filhos se tornam o que os pais são. Por isso o “pai sacerdote” tem que reconhecer que ele é um “pai professor”, sempre instruindo seus filhos e vacinando-os contra a doença que chamo “amnésia espiritual”.

Amnésia espiritual é a doença que aflige os filhos de crentes que não se esforçam em transmitir sua fé para a próxima geração. É a memória de Deus apagada da vida de um filho pela negligência dos pais. Em Dt 6:6-9, nos lemos: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”

Conforme estes versículos, o pai pastor (instrutor) aproveita toda oportunidade para ensinar seus filhos os valores e princípios bíblicos transmitidos pelo Supremo Pastor. Ensina a Palavra formalmente e informalmente, propositalmente e espontaneamente, em todo lugar e em qualquer lugar, em todo tempo e o tempo todo. Não é um fanaticismo evangélico mas um estilo de vida que avalia toda a vida por uma perspectiva bíblia. “O pai que ama Deus de todo coração, transmite sua fé à outra geração!”

III.O pai pastor deve disciplinar os seus filhos (Intervenção)
A última responsabilidade do “pai-pastor” segue naturalmente as primeiras duas. Provérbios 22:6 chama o pai para “ensinar a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele.” Junto com este texto, Efésios 6:4 chama os pais (o termo “pais” designa especificamente homens) a “não provocar seus filhos à ira, mas criá-los na admoestação e na disciplina do Senhor.” Assim como o pastor de rebanho vai atrás de ovelhas desgarradas e às vezes precisa discipliná-las, para que evitem perigos maiores longe do aprisco, os pais precisam intervir na vida dos seus filhos com disciplina equilibrada.

O equilíbrio entre instrução e intervenção ou seja, disciplina, pode ser entendida por meio de uma analogia. O pai vai na frente do seu filho como alguém que quer cavar uma trilha ou valeta em que o filho pode caminhar. No início, a valeta está muito rasa, e o filho pode sair dela com facilidade. Quando isso acontece, o pai coloca seu filho de volta na trilha cavada com firmeza e amor. Com o passar de tempo, a valeta fica cada vez mais funda, e o filho só poderá escapar dela com grande esforço. Quando isso acontece, o papai o coloca dentro do caminho de novo. Depois de 18 anos, a trilha deve ser tão profunda, que o filho teria que chamar o corpo de bombeiros e uma escadona para sair do caminho do Senhor. É possível, mas não muito provável.

O pai que realmente ama seu filho precisa intervir quando este deixa o caminho da instrução. Provérbios recomenda o uso da vara, uma consequência artificial mas estruturada pelos pais, para desviar os filhos do pecado. Deve ser aplicada com força suficiente para arder mas nunca ferir a criança. Assim o pai ajuda seu filho a associar o pecado com dor, assim evitando conseguências muito piores no futuro, proporcionadas pela própria vida.

Muitos anos atrás, resolvi seguir meu caminho, com 9 anos de idade, decidi não ir a Igreja, abandonar os meus padrões cristãos, e não seguir a fé e a doutrina ensina por meu pai. No domingo pela manhã preparei-me para a tão esperada pesca. De posse da minha vara de pescar, fui para o rio, naquela época com muita água, ali na cidade de Mantena-MG. Estava tranquilho pescando, quando senti a dor de uma varada nas costas, era o meu pai. Pegou-me pelo braço e me arrastou até a minha casa, fez vestir a roupa dominical e fui arrastado para igreja. Ele me falou-me as seguintes palavra: “Hoje não entendes o que faço, mas amanhã compreenderás e nunca esquecerás desse ato”. Dou graças a Deus por aquele momento, pelo cuidado e pela disciplina aplicada, que com certeza fez com que permanecesse fiel nos caminhos do Senhor.

Pais da Igreja Presbiteriana do Sinai, não posso pensar em presente maior que você possa dar a seu filho do que ser um exemplo de seriedade e reverência para com Deus em sua vida. Caminhando com o Senhor, será um referencial inesquecível que ajudará a construir o caráter de seu filho. Você não será perfeito, pois por definição somos imperfeitos, mas a integridade de reconhecer um erro e pedir perdão deverá ser uma marca do pai cristão.
E assim, juntos, pais e filhos procurando conhecer a vontade de Deus para nosso relacionamento, teremos muito mais chances de acertar!

Soli Deo Glória

Autor: Rev. Ashbell Simonton Rédua – Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil

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As atitudes espelham a liderança

A frase acima foi dita no início do filme Duelo de Titãs, e só por ela valeu a pena o filme todo.

Sobre liderança o Dr. John Edmund Haggai, tem a seguinte definição: Liderar é se esforçar para influenciar de forma consciente um determinado grupo para levá-lo a atingir metas de permanente benefício, que atendam as suas reais necessidades.

Apesar de tantas pessoas buscarem a posição de liderança temos no Brasil uma grande crise de liderança, pois nossa sociedade, muitas vezes, tem à sua frente uma liderança doentia, que não evolui (cresce), que não percebe (sente) a reação dos liderados a tempo de agir, que trata todos como coisas e não respeita os sentimentos individuais, que não aprimora suas qualidades e não corrige suas deficiências. Espero que essa seja apenas uma fase de transição e que tenhamos nos próximos tempos líderes de verdade.

Motivos dessa crise

1. Todos querem a posição de liderança mas desistem quando se vêem diante da necessidade de se fazer tanto esforço para permanecerem na liderança, e não conseguem ver, ao final, qual seria o seu retorno (pagamento) por esse esforço empreendido. Esse tipo de pessoa não tem visão ou sua visão está destorcida e embaçada o suficiente para não valorizar a oportunidade que está diante dele. Pessoas sem visão desistem diante das primeiras dificuldades. Não arriscam sua pele (vida, status, dinheiro, etc.) pelo risco de liderar. Certa vez, ouvi a seguinte frase: Na vida quem não tem um motivo para morrer não está preparado para viver. Em outra oportunidade vamos falar um pouco sobre visão, mas, em síntese, quem quer liderar deve ter certeza do seu objetivo, onde quer chegar e avaliar se no meio do caminho, diante de grandes dificuldades, estará disposto a arriscar a sua pele (morrer pela causa) para atingir a visão proposta inicialmente, a ponto de pagar alto preço. O motivo de nossa liderança deve valer a pena para que se inicie o processo de liderança.

2. O verdadeiro líder exerce sua influência 24 horas por dia, 7 dias por semana. O líder influencia em todo o tempo e não só quando está diante dos seus liderados. A verdadeira liderança é um estilo de vida que marca as pessoas pelos benefícios que essa liderança traz. O mundo está ansioso, sedento por essa liderança. Nós como cristãos temos a solução para as crises da família e do casamento, da indústria e do comércio. Nós temos solução (permanente benefício) para a solidão e até para a morte. Temos condições de influenciar todo esse mundo de forma permanente até que Cristo volte, mas não somos líderes porque não temos (como grupo) consciência dessa força influenciadora que é nata em nós. Como podemos conscientizar os outros da necessidade de ter nova vida, novas atitudes, se nós não as temos praticado, não estamos cientes de que somos os grandes líderes de nossa época? Gostamos muito da história mas não estamos conscientes de que estamos também fazendo história e que história é a nossa? Tenho te colocado como cabeça e não como cauda (Dt 28:13). Esse versículo é verdade para nós?

3. O líder não pode temer as dificuldades e sim temer a falta de desafios (metas) em sua vida. Um líder sem metas é medíocre demais para exercer sua liderança. Hoje as igrejas perderam sua identidade e os membros dessa igreja também já não sabem quem são e às vezes as igrejas se tornam um depósito de gente que não sabem o querem da vida e nem para onde estão indo, pois muitos ainda não têm sequer certeza da salvação. Temos dentro das igrejas chefes e não líderes. Chefes mandam, líderes influenciam. O líder precisa ter metas e compartilhá-las para que o grupo se identifique com as metas e assim se identifiquem com o líder (ou não) e se sintam parte do grupo (ou não). Não alcançaremos unidade se não forem públicas nossas metas. Habacuque nos ensina: escreve claramente a visão… Precisamos em todo o tempo deixar claro nossa visão e metas e, como o povo tem memória curta, precisamos constantemente lembrá-los para onde estamos indo, através de nossas atitudes. Nossas atitudes devem revelar nossa visão.

4. Uma vez ouvi a seguinte frase : Dê o que eles querem para poder dar o que eles precisam. Essa intricada frase mexeu comigo. Nem sempre o que as pessoas querem é o que elas precisam, mas infelizmente às vezes precisamos dar para as pessoas o que elas querem primeiro, para depois darmos o que realmente elas precisam. O verdadeiro líder sabe o que seus liderados precisam, sabem de suas necessidades, por intermédio do discipulado, do companheirismo, do pastoreamento, do olho no olho, de pai para filho, do caminhar juntos, fruto da comunhão. Talvez tenha sido isso o que o Apóstolo tenha feito quando disse: tornei-me tudo para com todos, para ganhar alguns (I Cor. 9:22). Além disso parece que ninguém está disposto a ouvir outrem se não houver identificação (é do meu grupo ou tribo) de ambas as partes. Aqueles que conduzem as pessoas se portam como chefes e não como líderes. Não adianta olharmos para as pessoas com a visão de Deus, descobrindo suas reais necessidades, e não conseguirmos nos comunicar com elas. Mesmo que tenhamos a visão de Deus e o poder de Deus para dar às pessoas uma solução, não vamos alcançar nosso objetivo, se ela não entender o que estamos falando. Ela só entenderá quando conseguirmos chamar sua atenção para nossa proposta ou seja quando ela se identificar conosco. Para suprir a real necessidade das pessoas precisamos primeiro nos relacionar com elas (dia-a-dia, olho no olho, comunhão) a ponto de gerar confiança e depois liderá-las até Cristo Jesus.

Estamos conscientes da crise de liderança? Estamos prontos para assumirmos o nosso papel de liderança? Estamos prontos para morrermos por nossa visão? Queremos ser líderes ou chefes? Qual a atitude de nossos liderados? Observemos bem, pois as atitudes espelham a liderança.

Autor: Donício Cruz Antunes
Fonte: http://www.institutojetro.com

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3º João – Introdução e Esboço

3º João (3Jo)

Autor: Apóstolo João
Data: Cerca de 90 dC

Autor e Receptores


Tanto em 2Jo quanto em 3Jo, o escritor se autodenomina “o ancião”, sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor.
Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. Gaio era um nome comum no mundo romano, e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16.23; 1Co 1.14), na Macedônia (At 19.29) e em Derbe (At 20.4). Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. Evidentemente, ele era líder de alguma igreja na Ásia.

Data


João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC.

Ocasião e Objetivo


Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos, nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. Na carta anterior, João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres; aqui ele estimula a hospitalidade. Entretanto, Diótrefes, uma pessoa dominante em uma das igrejas, se opôs-se à autoridade de João. Além disso, ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los, excomungando-os quando eles o faziam. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa.

Conteúdo


Ao cumprir se objetivo, João descreve três personalidades. A primeira é Gaio, que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade, mesmo a estranhos. Segunda é Diótrefes, cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Terceira é Demétrio, cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos.

Cristo Revelado


João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v.7). As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. Por outro lado, o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas.

O Espírito Santo em Ação


Esta carta não se refere diretamente ao ES, mas seu ministério é aparente por toda a mensagem, especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio.

Esboço de 3º João

Saudação 1
I. Mensagem a Gaio 2-8

Oração por sua Saúde 2
Recomendação para a adesão à verdade 3-4
Recomendação para sua hospitalidade 5-8

II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11
III. Elogio a Demétrio 12
Conclusão 13-14

Fonte: Bíblia Plenitude & Site Vivos

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Receita para uma igreja bem sucedida

Gabriel Andrada é jovem, seminarista, recém casado, e cheio de ideais. Evangélico desde o berço, diz que só se converteu de fato com 17 anos em um acampamento de carnaval. Desde a experiência de conversão, que o levou às lágrimas, participa de eventos evangelísticos de sua igreja. Agora se sente vocacionado para ser pastor. Ávido por ser “usado” por Deus, Gabriel matriculou-se em um pequeno instituto bíblico.

Gabriel me conheceu na internet e escreveu pedindo ajuda. Precisa que eu lhe ensine o “caminho das pedras” para começar uma igreja do zero. Pensei, pensei!  Sem conhecê-lo, sem saber exatamente aonde o noviço quer chegar, resolvi correr o risco de responder. Disse que para uma igreja ser bem sucedida no Brasil são necessários a combinação de pelo menos dois, de quatro ingredientes.

1) Um pastor carismático. Que tenha traquejo para falar em público com desenvoltura. Que cante afinado, ou que pelo menos comece os hinos no tom certo. Que tenha boa memória para decorar versículos e saiba citá-los sem tomar fôlego. Que seja simpático e bem humorado no trato pessoal.

2) Um bom prédio em uma boa localização. Que a igreja seja em um lugar de fácil acesso. Que tenha bom estacionamento. Que seja confortável, preferivelmente com cadeiras acolchoadas, climatizado com ar condicionado. Que os banheiros limpos não cheirem a creolina.

3) Acesso à mídia. Que a nova igreja tenha programa de rádio ou de televisão. Mas que a programação ressalte as qualidades especiais do líder como o apóstolo escolhido de Deus para os últimos dias. Que repita sem parar que a igreja é especial, diferente de todas as outras. É bom que o locutor fale em línguas estranhas (glossolalia) e profetize sobre detalhes da vida dos crentes. Que crie uma aura de “poder” pentecostal e curiosidade nas pessoas de comparecerem aos cultos.

4) Teologia da Prosperidade. Que o pastor não tenha escrúpulo de prometer milagre à granel. Que a maior parte do culto seja gasto colhendo testemunhos de gente que enricou com as campanhas dos sete dias, com os jejuns da conquista, com as rosas santas, com os cultos dos Gideões, com as maratonas de oração. Quanto mais relatos, melhor.

Ressalto. Gabriel não precisa se valer de todos os pontos para se tornar o novo fenômeno gospel brasileiro. Entretanto, sem o quarto ingrediente, ele não vai a lugar nenhum. Basta que combine qualquer um com o último e seguramente se tornará um forte concorrente nos disputadíssimo mercado gospel.

Entretanto, como vai concorrer com expoentes bem consolidados, terá que trabalhar muito. Talvez precise fazer o programa de rádio ou de televisão na madrugada.  No começo, para pagar o horário, terá que fazer merchandise de Ginka Biloba. Gabriel não deve ter receio de oferecer, por uma pequena oferta, lenço ungido, óleo sagrado ou água do rio Jordão. Se necessário, pode até vender cadernos escolares com a capa espiritual; tipo, um rapaz surfando e uma frase ao lado: “Cristo é ‘sur-ficiente’ para mim”.

Não sei se Gabriel entenderá a minha ironia. Caso leve os meus conselhos a sério, logo teremos uma nova igreja de nome bizarro. Contudo, quando estiver nos píncaros da glória, todos saberão que a trajetória de Gabriel Andrada não foi tão espiritual quanto se poderia supor. “Há algo de podre no reino da Dinamarca” – Shakespeare.

Soli Deo Gloria.

Autor: Ricardo Gondim

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

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A Criação do Solo, Mares, Vida Vegetal e Corpos Celestes

Gênesis 1:1 – 2:25

Versículo para memorização: Gênesis 1:11

Até aqui, tivemos uma divisão das águas de cima, chamadas firmamento ou céu, daquelas que ficavam abaixo, mas a massa da terra está coberta por água e ainda está vazia de qualquer vida vegetal e sem forma de criatura sobre ela.

No terceiro dia, Deus criou em duas áreas básicas. A primeira foi a união das águas de uma maneira que a terra apareceu, erguendo-se das águas em ilhas, montanhas, pradarias, grandes massas de solo e penínsulas. Ainda há muita especulação entre os homens para ordenar essa parte da criação. Podemos saber, entretanto, que a única revelação sobre essa ordem é a Bíblia e que, por meio do estudo diligente dela, podemos aprender tudo sobre isso, mas não mais do que Deus propôs.

No terceiro dia, Deus criou ainda a vida vegetal, uma das maravilhas mais fascinantes do mundo. Esse reino oscila entre magnificentes árvores gigantes, aquelas que são pequenas e carregadas com frutos suculentos e vidas vegetais microscópicas nas profundezas do mar. Há prados de grama, uma grande variedade de vegetais e alimentos em raízes. Não se trata nem de pensamentos posteriores nem de atos aleatórios, mas para servirem de comida para a criação de Deus no quinto dia. Há uma semente minúscula para o menor pássaro, plantas microscópicas para vidas marinhas tão pequenas que nós apenas agora estamos aprendendo sobre sua existência e há alimento suficiente para o mais imenso dos animais. Observe também Gênesis 2:5.

No quarto dia, Deus criou o sol, a lua e as estrelas. Essa é uma área em que o evolucionista teísta rompe-se em seu raciocínio, assim como o teorista do “dia de mil anos”.

A reivindicação desses homens de que uma planta evoluiu de outra, quer durante mil ou dez milhões de anos, quer pelo desenho de Deus ou sem a existência dele, atravessa diretamente o caminho da Bíblia. Ambos devem assumir e, de fato assumem, que a energia consumida por essa evolução é o sol. Deus, entretanto, pela ordem da criação da vida vegetal antes do sol, lua e estrelas, deixa-os sem alternativa exceto acreditar em uma criação direta e adulta dessas coisas, ou duvidar da Bíblia e negá-la.

Deus também nos dá pormenores acerca dessa criação que estimulam tal conclusão. Não tivemos primeiro a semente, depois árvore, fruto e semente de novo, mas primeiro árvores, fruto e, então, semente. Deus, não somente dessa forma, recusa completamente o processo de mutação nisso, afirmando que a semente foi “depois sua espécie”. Se aceitarmos uma criação adulta e perfeita, teremos paz. Se não aceitarmos, teremos inúmeras de questões sem respostas a nossa frente.

PERGUNTAS – LIÇÃO 3

1. Quais são as três divisões básicas da criação no terceiro e no quarto dias?
2. Qual é o primeiro ato de criação no terceiro dia?
3. Qual é o segundo ato de criação no terceiro dia?
4. A água poderia ter sido evaporada vagarosamente pelo sol?
5. É estranho encontrar evidência de água no topo das montanhas?
6. Indique duas explicações bíblicas para isso.
7. Poderiam existir fósseis de peixe como resultado da cobertura original de água?
8. A Bíblia nos dá todos os detalhes da criação?
9. Quais são as três divisões do terceiro dia da criação?
10. Podemos sensatamente esperar a evolução aqui?
11. Existe uma possibilidade de Deus ter usado a evolução?
12. Aponte duas razões científicas para essa impossibilidade.
13. Deus criou o fruto e a semente diretamente?
14. A mutação evolutiva poderia responder por várias vidas vegetais?
15. Quais foram as três divisões da criação no quarto dia?
16. Nosso conhecimento dos corpos celestes conflitam com a consideração bíblica?
17. Em que sentido o sol e a lua ordenam o dia e a noite?
18. Quais são os três propostas principais sobre os corpos celestes?
19. Descobrimos sinais do sol e da lua por dados científicos?
20. Eles causam ou controlam as estações do ano

Autor: Pr. Forrest Keener
Tradutor: Albano Dalla Pria
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

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Por que Deus permitiu que Salomão tivesse tantas mulheres, se ele condena a poligamia?

1 REIS 11:1

PROBLEMA: Em 1 Reis 11:3, lemos que Salomão tinha 700 mulheres e 300 concubinas. Mas as Escrituras repetidamente nos advertem contra manter mais de uma mulher (Dt 17:17) e violar o princípio da monogamia – um homem para uma mulher (cf. 1 Co 7:2).

SOLUÇÃO: A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro nos seguintes fatos: (1) Desde o princípio Deus estabeleceu este padrão ao criar o relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25). (2) Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), seguindo o exemplo estabelecido por Deus, até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23). (3) A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17:17). (4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem que dá o número das muitas mulheres de Salomão (1 Reis 11:2): “Não caseis com elas, nem casem elas convosco”. (5) Jesus reafirmou a intenção original de Deus ao citar esta passagem (Mt 19:4) e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” e os juntou em casamento. (6) O NT enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2). (7) De igual forma, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3:2; 12). (8) Na verdade, o casamento monogâmico é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).

A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram, como se pode ver pelo seguinte: (1) A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (GN 4:19,23). (2) Deus repetidamente advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” de Deus (Dt 17:17; cf. 1 Rs 11:2). (3) Deus nunca ordenou a poligamia – como o divórcio, ele somente a permitiu por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8). (4) Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Crônicas 14:3), pagou um alto preço por seu pecado. (5) Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16).

Em resumo, a monogamia é ensinada na Bíblia de várias maneiras: (1) pelo exemplo precedente, já que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher; (2) pela proporção, já que as quantidades de homens e mulheres que Deus traz ao mundo são praticamente iguais; (3) por preceito, já que tanto o AT como o NT a ordenam (veja os versículos acima); (4) pela punição, já que Deus puniu aqueles que violaram o seu padrão (1 Rs 11:2); e (5) por prefiguração, já que o casamento de um homem com uma mulher é uma tipologia de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.

Fonte: Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia

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