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De modo claro, preciso, sem enigmas ou parábolas, Deus novamente anuncia que não precisa de novilhos e cabritos, pois ele nunca exigiu sacrifícios, como se verifica em Levítico 1, verso 2: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha” ( Lv 1:2 ). Ou seja, sabedor que o homem é voluntarioso em ofertar e sacrificar, no livro de Levítico, Deus somente disciplina como seria apresentada a oferta e o sacrifício, contudo, sem exigi-los “E, quando oferecerdes sacrifícios de louvores ao SENHOR, o oferecereis da vossa vontade ( Lv 22:29 ).


No que consiste o louvor que o salmista Asafe definiu como o sacrifício agradável a Deus? Como oferecer sacrifício de ações de graças? Como glorificar a Deus?

Este salmo contém todas as respostas para as perguntas acima, e ele foi escrito por Asafe, um dos homens separados por Davi para profetizar com harpas, com címbalos e saltérios ( 1Cr 25:1 ). Portanto, se faz necessário considerar que o Salmo 50, como muitos outros, é uma profecia em forma de cântico que serve para edificação, exortação e consolação “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” ( 1Co 13:3 ).

O apóstolo Paulo deixou claro que, o que está registrado nas Escrituras (Lei, Profetas e Salmos) foi direcionado aos judeus “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus” ( Rm 3:19 ).

Além de considerar que Asafe era profeta e que as Escrituras foram entregues aos judeus, o interprete deste salmo não pode deixar de considerar que o escritor aos Hebreus aponta Cristo como criador dos céus e da terra conforme o que está registrado no Salmo 102:26: “E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão” ( Hb 1:10 -12).

Por fim, o interprete não deve deixar de considerar que Jesus, o Filho do Deus Altíssimo, é Senhor dos vivos e dos mortos, como se depreende do Salmo 110, verso 1, que o escritor ao Hebreus e o apóstolo Pedro interpretaram ( Hb 1:13 ; At 2:34 -36).

 

1 O DEUS poderoso, o SENHOR, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso. 2 Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus. 3 Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele. 4 Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo. 5 Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios. 6 E os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz. (Selá.)

Considerando que Cristo criou todas as coisas ( Jo 1:3 ; Hb 1:110 -12), e Ele é o Senhor do salmista ( Sl 110:1 ), devemos considerar que este salmo aplica-se a pessoa de Cristo.

Asafe, na condição de profeta, anuncia que Deus, o Senhor, falou e convocou toda a terra de um extremo ao outro. Desde Sião, que é a excelência em formosura e cidade do grande Rei, Deus resplandeceu (refulgiu) (v. 2). A descrição que o profeta faz de Sião é futurística, pois a cidade onde Asafe habitava não possuía as características que aqui são descritas “E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada” ( Ap 21:23).

O profeta fala de um tempo em que Deus virá e se apresentará resplandecente, ou seja, com salvador (v. 2 e 3 ; Sl 31:16 ; Sl 80:3 ). Quando o Senhor mostra seu rosto, revela-se, traz consigo salvação “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” ( 2Co 4:6 ).

O fogo e a tormenta são figuras utilizadas para fazer referencia à majestade e ao poderio de Deus quando se manifestar “Eis que o Senhor tem um forte e poderoso; como tempestade de saraiva, tormenta destruidora, e como tempestade de impetuosas águas que transbordam, ele, com a mão, derrubará por terra” ( Is 28:2 ).

Na sua empreitada, Deus reúne os céus e a terra para emitir juízo acerca do seu povo (v. 4). O termo ‘Senhor’ neste salmo aplica-se a Cristo, que um dia virá em grande glória juntamente com os seus anjos e se assentará a julgar o seu povo e todas as nações da terra ( Mt 19:28 ; Mc 13:26 -27).

Neste dia a ordem que Cristo emitirá do seu trono será: Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios” (v. 5 ), conforme ele mesmo disse: “E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” ( Mt 24:31 ).

Como fazer uma aliança com sacrifícios? Qual é o sacrifício exigido por Deus? Logo a seguir Deus dá uma resposta!

 

7 Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. 8 Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. 9 Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. 10 Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. 11 Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. 12 Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. 13 Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?

Sabendo que, tudo o que a lei diz, diz aos que estão debaixo da lei, conclui-se que este salmo de Asafe tem por alvo os judeus, o povo escolhido por Deus.

Por intermédio do profeta Asafe, Deus faz um pronunciamento ao seu povo, Israel (v. 7). Embora Deus, seja o Deus de Israel, o seu pronunciamento é um testemunho contra a forma de sacrifício que ofereciam.

A repreensão não era em função da voluntariedade do povo de Israel em querer sacrificar (v. 8), antes por entenderem que Deus precisasse, ou que folgasse com aquelas oferendas. Na verdade as festas, os sacrifícios, os ritos, os ajuntamentos solenes, o tabernáculo, etc., constituem métodos de ensino com uma didática específica para conduzir o homem a Cristo.

De modo claro, preciso, sem enigmas ou parábolas, Deus novamente anuncia que não precisa de novilhos e cabritos, pois ele nunca exigiu sacrifícios, como se verifica em Levítico 1, verso 2: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha” ( Lv 1:2 ). Ou seja, sabedor que o homem é voluntarioso em ofertar e sacrificar, no livro de Levítico, Deus somente disciplina como seria apresentada a oferta e o sacrifício, contudo, sem exigi-los “E, quando oferecerdes sacrifícios de louvores ao SENHOR, o oferecereis da vossa vontade ( Lv 22:29 ).

Após protestar que todos os gados dos campos e todos os pássaros dos céus lhe pertenciam, Deus questiona se, por acaso, haviam entendido que Deus necessitava de carne de touros e de sangue de cabritos.

O volume de ofertas e sacrifícios que continuamente traziam parecia anunciar que o povo entendia que Deus tinha fome e que dependesse dos homens para alimentá-lo (v. 12).

Ora, não foi somente Asafe que repreendeu o povo em nome do Senhor, como se lê: “E oferecei o sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai as ofertas voluntárias, publicai-as; porque disso gostais, ó filhos de Israel, disse o Senhor DEUS” ( Am 4:5 ). Embora Deus não houvesse exigido, era somente o que apresentavam: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?” ( Is 1:11 -12).

 

14 Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. 15 E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

Deus anuncia qual tipo de sacrifico que O agrada: sacrifício de louvor!

E no que consiste tal sacrifício? Consiste no fruto dos lábios que confessam o seu nome “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” ( Hb 13:15 ). O escritor aos Hebreus interpreta e aponta qual é o sacrifício de louvor exigido por Deus: o fruto dos lábios que professam a Cristo como Senhor.

Qualquer outro tipo de interpretação acerca do que consiste o sacrifício de louvor que seja diferente do que interpretou o escritor aos hebreus seja anátema!

O fruto dos lábios é sinônimo de sacrifício de louvor, como atestam os salmos a seguir:

  • Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR” ( Sl 116 :17 ) – Invocar o nome de Cristo é sacrifício de louvor, pois ele salva a todos que O invocam ( Jl 2:32 );
  • “E ofereçam os sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo” ( Sl 107:22 ) – Contar, anunciar, relatar as obras de Deus é sacrifício de louvor, são frutos que os lábios produzem! e;
  • Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para o que está longe; e para o que está perto, diz o SENHOR, e eu o sararei” ( Is 57:19 ) – E o homem não precisa ficar preocupado com o sacrifício de louvor, pois Deus mesmo anuncia: Eu crio o fruto dos lábios! Todos que anunciam que Cristo é o Deus de paz para todos os povos ( Is 9:6 ), oferecem sacrifico de louvor;
  • “Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Tira toda a iniquidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios ( Os 14:2 ) – Aquele que roga a Deus o perdão dos pecados segundo a sua palavra, oferece sacrifício de louvor.

Quando se lê que é necessário ao homem pagar os seus votos, muitos interpretam os ‘votos’ como promessas, juramentos, intenções, propostas ou propósitos. Mas, tais ‘votos’ não seriam outros tipos de sacrifícios?

Se o leitor cauteloso considerar a estrutura da poesia hebraica, verificará que o verso 14 do Salmo 50 é um paralelismo sinomínico, que é expressar a mesma ideia com palavras diferentes: “Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos” (v. 14), ou seja, quando se louva a Deus como sacrifício, o homem esta pagando os seus votos de louva-Lo continuamente “Assim cantarei louvores ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia” ( Sl 61:8 ).

Quando o homem invoca ao Senhor para ser salvo, Deus está pronto para salvar. Quando Deus vem em socorro daquele que clama e o salva, o redimido constitui-se em louvor a sua maravilhosa graça.

Quer glorificar a Deus? Faça como o salmista: “Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio” ( Sl 40:13 ; Ef 1:12 ). Quando o homem descansa em Deus, neste momento o glorifica, pois Deus vem e realiza a sua obra que, essencialmente constitui-se louvor a sua glória.

 

16 Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca? 17 Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti. 18 Quando vês o ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte com adúlteros. 19 Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano. 20 Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe.21 Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te arguirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos: 22 Ouvi pois isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que eu vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre.

Deus novamente volta a tratar com o povo de Israel, nomeando-os de ímpios, pecadores.

Deus questiona o ‘ímpio’, ou seja, os homens pertencentes ao povo de Israel sobre o que faziam quando recitava a lei de Moisés. Por que recitavam a lei, se eles odiavam a correção e não obedeciam a palavra de Deus? ( v. 17).

Sobre este comportamento pernicioso falou o profeta Isaías: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” ( Is 29:13 ).

Deus estava protestando com os ladrões que havia em meio ao povo? Não! Este salmo apresenta o ladrão, o adultero e o maldizente como figura para ilustrar os príncipes e os sacerdotes “Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva” ( Is 1:23 ); “E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões” ( Mt 21:13 ; Os 6:9 ).

Deus reclama que o seu povo não passava de um bando de adúlteros “Oh! se tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes! Então deixaria o meu povo, e me apartaria dele, porque todos eles são adúlteros, um bando de aleivosos” ( Jr 9:2 ).

Ora, apartir do momento que o homem fala segundo o seu coração enganoso, solta a língua para o mal e compõe o engano ( Jr 17:9 ; Is 66:3 ; Ez 33:17 ). É uma víbora peçonhenta, pois qualquer que não compreende os caminhos de Deus constitui-se vinha de Sodoma e Gomorra ( Dt 32:28 -33 ; Mt 12:34 ).

Ao torcer as palavras de Deus, o homem fala contra o seu irmão, pois em lugar de produzir vida, trará morte, pois da abundância que há no coração, disto fala a boca e, em sendo enganoso o coração, da boca só sairá engano. Um coração e um espírito que não foi trocado jamais produzirá ‘fruto’ bom ( Ez 36:26 ).

Os roubadores, os adúlteros e os mexeriqueiros, etc., são passiveis do fogo do inferno, pois são homens que se esqueceram de Deus (v. 22 ; Sl 9:17 ), e serão julgados segundo as suas obras.

Neste Salmo é exposto as mazelas do povo de Israel que considerava que Deus havia de se calar quanto aos seus desvios. Além de repreender e lançar em rosto o pecado do povo de Israel, Deus termina a abordagem instruindo:

 

23 Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.

Novamente temos um paralelismo sinomínico, pois aquele que vê a salvação do Senhor é porque ofereceu sacrifício de louvor. Para o sacrifício ser aceito, primeiro Deus aceita o ofertante, mas como o sacrifício é o sacrifico dos lábios, que é professar a Cristo, segue-se que o homem ordenou o seu caminho, pois entrou pela porta que o conduz a Deus ( Jo 4:23 ).

Glorificar a Deus é oferecer sacrifício de louvor, que por sua vez, é o mesmo que professar o nome do Deus de Paz. Qualquer que professa a Cristo ordena o seu caminho, pois conhecerá a Cristo, a salvação de Deus.

Somente os salvos em Cristo glorificam a Deus, pois estes se refugiaram em Cristo, estão ligados a Oliveira verdadeira, que ‘dignou-se’ em salvá-los!

Somente aquele que oferece sacrifico de louvor, que é o fruto dos lábios, glorifica a Deus Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” ( Jo 15:8 ); “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” ( Hb 13:15 ); “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” ( Rm 10:8 -10); “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus” ( Mt 10:32 ).

Basta confessar a Cristo em espírito e em verdade como salvador que o homem constitui-se louvor a Deus, pois está ligado (enxertado) a Oliveira verdadeira. É árvore de justiça, plantação do Senhor para que Deus seja glorificado “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” ( Jo 15:8 ).

Para glorificar a Deus basta ser árvore de justiça, plantação do Senhor “A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado ( Is 61:3 ); “E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado ( Is 60:21 ).

Não é o homem que produz, ou que concede glória a Deus como se possuísse algo que lhe acrescentasse glória, antes é a glória do Senhor que se estabelece no homem, e nisto Ele é glorificado. E o que resta ao homem após constituir-se árvore de justiça na qual o Senhor é glorificado? Resta bendizer o seu nome ( Sl 113 e 114).

Adoração não é música, nem gritos e, nem mesmo silêncio solene e respeitoso. Adoração não se dá por cânticos, rezas, orações, sacrifícios, votos, promessas, etc. Adoração é algo proveniente do adorador por ter feito a vontade do Pai! E que vontade é esta? Crer no enviado de Deus, esta é a vontade, a obra e o mandamento do Pai ( Jo 6:29 ; 1Jo 3:23 ).

Cantar ou tocar, gritar ou calar-se, saciar a fome do pobre ou acolher o necessitado, abraçar o que não tem condições de tomar banho ou querer bem às crianças paupérrimas, abrir mão dos bens ou doá-los aos necessitados, etc., não é ser um verdadeiro adorador, pois todas estas ações os judeus praticavam ( 1Co 13:3 ).

Adoração não é proveniente de como o homem vive a sua existência terrena, antes a adoração decorre da própria existência do homem gerado de novo em verdadeira justiça e santidade, com um coração novo e um espírito novo ( Ef 4:24 ; Ez 36:25 -27 ; Sl 51:10 ). A nova criatura, ou o novo homem em Cristo é gerado de Deus para a sua glória ( Jo 1:12 ). Deus cria, forma e faz o novo homem em verdadeira justiça e santidade para a sua própria glória “A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz” ( Is 43:7 ; Ef 1:12 ).

“Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes” ( Mt 12:7 ; Os 6:6 )

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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