Zaqueu, o chefe dos publicanos

É equivocada a concepção de que Zaqueu, o chefe dos publicanos era corrupto e que amealhou riquezas defraudando os seus concidadãos.


Zaqueu, o chefe dos publicanos

“E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.” (Lucas 19:9).

O chefe dos cobradores de impostos

O evangelista Lucas é o único a registrar o encontro de Jesus com Zaqueu, um homem rico, que morava na cidade de Jericó e era chefe dos publicanos.

‘Publicano’ era o nome dado aos cobradores de impostos nas províncias do império Romano. Segundo estudiosos, havia duas espécies de publicanos, os gerais, responsáveis pela renda do império junto ao imperador romano, e os publicanos delegados, que tinham o encargo de arrecadar impostos, junto aos seus compatriotas.

O médico amado narra que Jesus estava de passagem pela cidade de Jericó e havia na cidade um homem muito rico, de nome Zaqueu, que chefiava os cobradores de impostos.

Os publicanos encarregados de cobrarem impostos dos judeus, também, eram judeus, membros da nação, por vínculo de sangue. Mas, os escribas e fariseus, a elite religiosa dos judeus, reputava os publicanos judeus como se não fossem membros da nação, portanto, como se fossem gentios, ou seja, pecadores.

“O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.” (Lucas 18:11).

Se um publicano era considerado pecador pelos escribas e fariseus, imagine o quanto Zaqueu era discriminado pelos seus compatriotas, já que ele era o responsável pelos publicanos da cidade de Jericó.

Zaqueu desejava ver Jesus, mas era impedido por causa da multidão, visto que era um homem de baixa estatura. Apesar da dificuldade, Zaqueu não se deu por vencido, pois, correu adiante, por onde Jesus haveria de passar, e subiu em um sicômoro para conseguir ver Jesus.

Qual não foi a surpresa de Zaqueu, visto que, quando Jesus chegou debaixo da figueira, olhou para cima e disse:

– ‘Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.’ (Lucas 19:5).

Apressadamente, Zaqueu desceu da figueira e recebeu Jesus, alegrando-se (Lucas 19:6).

Por Jesus ter se hospedado na casa de Zaqueu, chefe dos publicanos, todos os que viram tal atitude, passaram a murmurar de Jesus, pois eles reprovavam o fato de um rabi ter comunhão com um pecador.

“E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.” (Lucas 19:7).

Geralmente, Jesus dá uma resposta à murmuração dos escribas e fariseus, mas, no caso de Zaqueu, Jesus ficou em silêncio. Jesus não se incomodou com os murmuradores e nem em enfatizar a sua missão. (Mateus 9:12; Marcos 2:16; Lucas 5:30; Lucas 15:1-3)

Zaqueu, por sua vez, já estava acostumado com o desprezo dispensado pelos seus concidadãos, mas, naquela oportunidade, o chefe dos publicanos ficou incomodado com a atitude de todos, por murmurarem de Cristo, por estar hospedado em sua casa.

O desprezo de ser tratado como gentio, ser repudiado no templo, ser rejeitado nas sinagogas, etc., já não afetava Zaqueu, mas atacarem o Cristo por causa da profissão de Zaqueu, fez com que Zaqueu se pronunciasse.

Zaqueu sabia que era impossível mudar a concepção dos seus compatriotas e a única opção que encontrou, foi enfatizar para Jesus quem Zaqueu, realmente, era.

Zaqueu se pôs em pé e disse:

 ‘Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.’ (Lucas 19:8).

A má fama de Zaqueu era decorrente da sua profissão e a rejeição dos judeus aos publicanos era calcada em suposições e estereótipos. Como os judeus murmuraram por Jesus ter se hospedado na casa de um publicano, Zaqueu se revela a Jesus um homem honesto e sem apego aos seus bens.

Ao descobrir o quanto importava ter comunhão com Cristo, Zaqueu se dispôs a abrir mão de metade de seus bens e doar aos pobres. Com esse desprendimento, Zaqueu enfatiza o quanto tinha o mestre em apreço.

Além da generosidade, Zaqueu enfatiza que, se de algum modo, houvesse tirado indevidamente algo de alguém, que estava pronto a restituir o valor quadruplicado. Certo é que, se os bens de Zaqueu fossem provenientes de extorsão, não teria como restituir o que havia defraudado quadruplicado.

A fala de Zaqueu é hipotética com relação a extorsão: ‘e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém’, o que é completamente diferente de uma confissão de crime.

Se a riqueza de Zaqueu era oriunda de extorsão, certo é que matematicamente ele não teria como ressarcir as pessoas defraudadas, Zaqueu se propõe a devolver acima do estipulado na lei, que era o dobro, caso houvesse defraudado alguém:

“Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miúdo, sobre roupa, sobre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é sua, a causa de ambos será levada perante os juízes; aquele a quem condenarem os juízes pagará em dobro ao seu próximo.” (Êxodo 22:9).

A proposta de Zaqueu visava tão somente manter o Cristo em sua casa, de modo que as murmurações não fossem um entrave àquela comunhão.

Os judeus consideravam Zaqueu pecador por causa da profissão que ele exercia, mas, até hoje, muitos releem a história do personagem Zaqueu com uma visão míope.

Em função de um mau entendimento, muitos leitores entendem que Zaqueu era um homem corrupto, que amealhou riquezas, defraudando os seus concidadãos, e que, ao ter um encontro com Cristo, propôs restituir o que havia surrupiado.

Essa concepção de que Zaqueu era desonesto visa sublinhar a ideia de verdadeiro ‘arrependimento’,  como mudança de comportamento. Na verdade, o verdadeiro arrependimento (metanoia) se opera em função da chegada do reino dos céus e não em função de ações, como a de Zaqueu, que resolveu dar metade de seus bens aos pobres e, caso houvesse lesado o patrimônio de alguém, restituir o valor quadruplicado.

“E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 3:2).

A mudança de mentalidade (arrependimento) não é algo que deva ocorrer somente com os pobres, larápios, criminosos, prostitutas, etc., antes, é questão afeta, também, aos abastados, corretos, honestos, dignos, religiosos, etc.

A concepção de Zaqueu mudou quando teve um encontro com Jesus, o reino dos céus entre os homens, o que resultou em muita alegria. Basta ao homem ter um encontro genuíno com Cristo para mudar a sua concepção de como ser salvo.

Através da história de Zaqueu compreende-se que, antes de ter um encontro com Cristo, a concepção de salvação de um judeu está atrelada à questão de ser descendente da carne de Abraão, mas, após ter um encontro com Cristo, há mudança no entendimento, pois, para ser salvo é necessário receber a Cristo, o reino dos céus, como salvador (João 1:12).

 

A salvação na casa de Zaqueu

“E, se sois de Cristoentão sois descendência de Abraão e herdeiros, conforme a promessa.” (Gálatas 3:29).

Embora Zaqueu estivesse preocupado em tranquilizar Jesus acerca do que todos diziam: ‘que entrara para ser hospede de um pecador’, Jesus não estava preocupado com o que todos diziam, nem com a profissão de Zaqueu e muito menos com a origem dos bens de Zaqueu e anunciou:

– ‘Hoje veio a salvação a esta casa, pois, também, este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.’ (Lucas 19:9-10).

Uma melhor tradução diz:

‘Hoje houve salvação nesta casa, porque também este é filho de Abraão’. Novo Testamento Interlinear Grego/Português.

Por três quesitos vemos a conversão de Zaqueu:

  1. a) alegrou-se;
  2. b) chamou Jesus de ‘Senhor’, e;
  3. c) se dispôs a dar metade dos seus bens, por causa de Cristo.

Para os judeus, ser salvo era uma questão de nascimento segundo a carne e o sangue de Abraão, e seguir os ensinamentos de Moisés, mas Jesus deixa claro que, houve salvação na casa de Zaqueu!

Ao enfatizar que houve salvação na casa de Zaqueu, Jesus destaca que Zaqueu também é filho de Abraão. Os judeus não consideravam um publicano filho de Abraão, mas como Zaqueu foi salvo, Jesus deu testemunho, abertamente, de que Zaqueu também era filho de Abraão.

O motivo de Zaqueu ser filho de Abraão já não decorria de questões de sangue, antes, no fato dele ter recebido a Cristo com alegria na sua casa. (Romanos 9:7)

Quando Zaqueu não fez conta dos seus bens e invocou a Cristo como Senhor, naquele instante ele se humilhou a si mesmo, tornando-se servo, propriedade de Cristo, portanto, descendência de Abraão.

“E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão e herdeiros, conforme a promessa.” (Gálatas 3:29).

Enquanto os seus concidadãos murmuravam, Zaqueu alegrou-se por ter encontrado a Jesus, atitude semelhante a que teve o crente Abraão, por ver o dia do seu Descendente.

“Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia e viu-o e alegrou-se.” (João 8:56).

Ao entrar na casa de Zaqueu, Jesus estava desempenhando o seu ministério e após Zaqueu ser salvo, Jesus destaca a sua missão:

‘Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.’ (Lucas 19:10).

Para os chefes da religião judaica, Zaqueu estava perdido, por causa da sua profissão, mas, para Jesus, todos os homens estavam perdidos, pois todos se desviaram e juntamente se fizeram imundos (Salmo 53:3).

Cristo veio buscar e salvar os perdidos, mas o seu próprio povo não compreendia que estavam perdidos, por isso O rejeitaram (João 1:11), a pedra de esquina.

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,” (Tito 2:11).

“Veio para o que era seu e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;” (João 1:11-12).

Zaqueu foi um dos que recebeu a Cristo e lhe foi concedido poder para ser feito filho de Deus, pois creu no nome de Cristo.

 

Os murmuradores

Os murmuradores que viram Jesus entrar na casa de Zaqueu eram pessoas com o mesmo pensamento dos escribas e fariseus que foram ao batismo de João Batista, que pensavam que bastava dizer ‘Temos por pai a Abraão’, para, de fato, serem filhos de Abraão. (Mateus 3:9)

Essa concepção era tão cara aos judeus que, mesmo algumas pessoas que criam em Cristo, quando eram ensinadas, se agarravam à ideia de que eram descendência de Abraão.

“Somos descendência de Abraão e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?” (João 8:33 e 39).

Invocar Abraão por Pai não é o mesmo que ser filho de Abraão e, por isso, João Batista advertiu: ‘das pedras Deus podia suscitar filhos a Abraão’, uma vez que Jerusalém, toda a Judeia e toda região circunvizinha, iam ao batismo, em razão da mensagem que enfatizava a necessidade de mudança de compreensão, devia ao reino de Deus estar próximo (Mateus 3:2 e 3:9)

Em outro momento, por causa da murmuração dos escribas e fariseus, justamente por Jesus receber e comer com pecadores e publicanos, o mestre contou aos murmuradores três parábolas:

  1. a) a ovelha perdida;
  2. b) a dracma perdida e;
  3. c) o filho pródigo (Lucas 15:1 -2).

As três parábolas constituem reprimendas aos murmuradores, pois eles se posicionavam como justos, não necessitando de arrependimento. (Lucas 18:9)

Jesus destaca que o povo e os publicanos que ouviram a mensagem de João Batista e  foram batizados, justificaram a Deus, pois creram no testemunho que João Batista deu, acerca do Filho de Deus:

  1. está próximo o reino dos céus (Mateus 3:2);
  2. o que vem depois de mim tem a primazia, porque foi primeiro do que eu (João 1:15);
  3. eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1:29).

Os fariseus e doutores da lei rejeitaram a vontade de Deus contra eles mesmos, pois não aceitaram o testemunho que João Batista deu acerca de Cristo. Com isso, Jesus estava demonstrando que os pecadores e os publicanos não eram dados à palavra, mas, a obediência, diferentemente dos líderes religiosos, que diziam que obedeciam a Deus, mas rejeitavam o conselho de Deus.

“E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.” (Lucas 7:29-30);

“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza.” (Ezequiel 33:31).

Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos, buscou ver Jesus e, quando se encontrou com Cristo, foi inundado de alegria. Os escribas e fariseus, por sua vez, se assemelhavam aos meninos que se assentam nas praças e clamam aos seus companheiros: por que tocamos flauta e vocês não dançam; por que cantamos lamentos e vocês não choram?

Uma geração apática e sem entendimento, que julgaram João Batista possesso de demônios, que não comia e nem bebia, mas, diante de Jesus, que comia e bebia, julgaram-No amigo de publicanos e pecados.

“Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças e clamam aos seus companheiros, E dizem: Tocamo-vos flauta e não dançastes; cantamo-vos lamentações e não chorastes. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo e dizem: Tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.” (Lucas 7:16-19).

Os escribas e fariseus não estavam recriminando os publicanos por serem roubadores do alheio, mas, sim, por prestarem serviço a uma nação gentílica que mantinha os judeus subjugados. A discriminação não afetava somente Zaqueu, mas todos os publicanos em Israel, conforme se vê quando murmuraram contra os discípulos de Jesus, por confraternizarem com os publicanos na casa de Levi.

“E, depois disto, saiu e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu. E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. E os escribas deles e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.” (Lucas 5:27-32).

A resposta de Jesus, de que ‘os são não necessitam de médicos, mas, sim, os doentes’, permeia as ilustrações da parábola da ovelha perdida e da dracma perdida. Jesus não estava em busca de justos (justos aos seus próprios olhos), mas sim de pecadores, pois estes estão abertos à mudança de concepção (arrependimento).

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15:7).

Através da parábola da ovelha perdida, percebe-se que a igreja é formada de pecadores que se arrependem (ovelha perdida), enquanto os escribas e fariseus são as noventa e nove ovelhas no deserto, pois acham que não necessitam de mudança de concepção (arrependimento).

“E disse, também, esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos e desprezavam os outros:” (Lucas 18:9).

O evangelista Mateus deixou registrado que Jesus orientou os escribas e fariseus a aprenderem o significado de: “Misericórdia quero e não sacrifício”, e logo após destacou que ‘não veio chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento’ (Mateus 9:13).

A religiosidade dos escribas e fariseus era pautada nos sacrifícios e não percebiam que a exigência divina era a obediência.

Por causa do posicionamento dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo, Jesus propôs a eles a parábola dos dois filhos.

Certo homem tinha dois filhos, e disse a um dos filhos: vai trabalhar na minha vinha e obteve a seguinte resposta: não quero. Este filho, posteriormente, mudou de concepção (arrependido),e foi trabalhar na vinha. O pai abordou o outro filho, que, de modo subserviente respondeu: eu vou, Senhor, mas acabou não indo (Mateus 21:28-30).

Em seguida, Jesus questiona os líderes judaicos: Qual dos dois fez a vontade do Pai? Ao que responderam: o primeiro. Jesus arremata dizendo:

“Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21:31-32).

Os murmuradores pensavam que Jesus, na condição de rabi, estava flagrantemente infligindo textos bíblicos como o Salmo 1, pois se hospedou na casa de um pecador.

“BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1).

Na verdade, o Salmo primeiro dá testemunho de Cristo como o homem bem-aventurado, pois não se deixou guiar pelos ensinamentos dos ímpios, não esteve no caminho dos pecadores e nem teve comunhão com os escarnecedores (Salmo 40:4 e 6; João 5:39).

“Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus;” (Mateus 8:11).

 

Correção ortográfica: Pr. Carlos Gasparotto