Telescópio Hubble da NASA fotografou uma cidade celestial no espaço?

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Qual o objetivo de Deus deixar a cidade que consta no Livro do Apocalipse ser fotografada por um telescópio da NASA? Fomentar a crença em Deus? Promover a crença nas revelações registradas pelo evangelista João?


Telescópio Hubble da NASA fotografou uma cidade celestial no espaço?

“Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis.” (João 5:34).

Introdução

Circula na internet um vídeo intitulado “Satélite da NASA fotografa a cidade celestial”, em um canal do YouTube, de nome ‘Alerta Cristão’, que se propõe trazer ‘edificação’ para o público cristão.

Em resumo, o locutor, que se identifica como Fábio Santos, afirma que o satélite da NASA, de nome Hubble, conseguiu fotografar uma suposta cidade que apareceu do nada na longínqua imensidão do espaço. Ele enfatiza que é uma cidade de ouro, e que ela está vindo do espaço em direção a terra.

Após a introdução, que se faz acompanhar de músicas e imagens do espaço, o Sr. Fábio cita os versos 2 e 3, do capítulo 21, do Livro do Apocalipse, como se a cidade da revelação dada a João fosse a mesma que ele afirma que o Satélite Hubble captou imagens.

Uma atmosfera de suspense e mistério envolve as declarações do Sr. Fábio, dando conta que pesquisadores, ao analisarem um conglomerado de estrelas através de lentes poderosas, lá pelos idos de 1994, ao aproximarem as lentes, viram que a forma das imagens retratava uma grande cidade, que alguns inferiram tratar-se da cidade descrita no Livro do Apocalipse.

Daí segue-se um grande número de especulações, e por fim, o Sr. Fábio complementa a sua exposição lendo novamente a passagem bíblica do Apocalipse que faz referência a cidade que o evangelista João viu.

Será verdade que o telescópio Hubble fotografou a cidade santa? Neste artigo analisaremos à luz das Escrituras as conjecturas levantadas pelo Sr. Fábio.

 

Credes em Deus, crede também em mim

De tempos em tempos surgem materiais apelativos que divulgam determinados eventos como se fossem verdadeiros milagres ou fenômenos sobrenaturais, cuja essência é induzir uma crença em Deus. Geralmente esses artigos apelam para profissionais da ciência como se fosse uma espécie de autoridade que dá autenticidade a algumas afirmações que parece ter certa relevância com eventos e narrativas que constam da Bíblia.

Artigos como: ‘Após escavação profunda, cientistas gravam gritos vindos do centro da terra’; ‘Sons de trombeta reais vindo dos céus gravados pelo mundo’; ‘Astronautas veem anjos no espaço’, ‘Chineses descobrem a arca de Noé’, ‘Descoberto ossada de homens gigantes em Jerusalém’, etc., geralmente tentam fazer os leitores acreditarem no sobrenatural, no milagre, em anjos, ou em alguma história bíblica.

Entretanto, apesar de conter inúmeros milagres e relatos de fenômenos sobrenaturais, o objetivo das Escrituras é demonstrar que Jesus é o Cristo. Não encontramos na Bíblia uma defesa acerca da existência de Deus, pois provar a existência de Deus não é o seu objetivo.

Considerando o exposto nas Escrituras, de nada adianta crer que Deus existe, crer em milagres, acreditar nos anjos, crer no sobrenatural, etc., se o homem não crer que Jesus é o Cristo. Se alguém diz que crê em Deus, que creia que Jesus é p Filho de Deus, pois as Escrituras é o testemunho que Deus deu acerca do Cristo.

Jesus disse aos seus discípulos, homens religiosos que acreditavam em Deus:

“NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (João 14.1).

Por que não é suficiente crer na existência de Deus? Porque crer verdadeiramente em Deus é obedecê-Lo, assim como fez o crente Abraão. Quem crê em Cristo, na verdade, crê em Deus que O enviou.

“E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.” (João 12.44-45).

Acreditar em uma pessoa é acreditar no que ela expressou, e não na sua existência. Se acreditamos no testemunho de nossos semelhantes, certo é que o testemunho de Deus é superior, pois Ele é verdadeiro e imutável:

“Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.” (1 João 5.9-11).

O evangelista João é categórico após narrar vários milagres operados por Jesus: ‘Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo…’, ou seja, a ênfase não está na existência de Deus, e sim, no que foi dito por Deus acerca do Seu Filho.

“Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20.30-31).

Abraão, assim como muitos gentios à época, cria na existência de Deus, entretanto, quando lhe foi ordenado para sair da sua parentela para uma terra a ser revelada, saiu sem fazer qualquer objeção ou questionamento sobre a existência de Deus.

Não é próprio aos que existem dar prova de sua existência, antes é próprio demonstrar a validade daquilo que diz. É contraditório alguém que existe dar prova de sua existência, antes é próprio procurar meios de afiançar que o que foi dito é firme, digno de confiança (1 Timóteo 1.15).

Quando Deus declarou Abraão justo, não apresentou argumentos em favor da Sua existência, antes apontou para as estrelas dos céus, e disse: ‘Assim será a tua descendência’. Ora, se Aquele que prometeu uma descendência numerosa detém o poder que criou as incontáveis estrelas dos céus, de qual garantia necessitava Abraão para crer em Deus?

“E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro. Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça.” (Gênesis 15.4-6).

Os judeus alegavam que criam na existência de um só Deus, e o irmão Tiago enfatizou que, semelhantemente, os demônios também criam e até se submetiam (Tiago 2.19; Lucas 10.17). No entanto, importa obedecer a Deus crendo que Jesus é o Cristo (João 6.29), do que simplesmente dizer que crê na existência de um só Deus.

“Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.” (João 6.29);

“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza.” (Ezequiel 33.31);

“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;” (Isaías 29.13).

“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;” (Tiago 1.22-23).

É sem valor diante de Deus dizer crer em um único Deus, se não cumprir a Sua palavra. Se o homem não crê em Cristo não realizou a obra proposta por Deus, ou seja, não se fez servo, antes engana-se com falso discurso, pois honra a Deus com os lábios e se resigna em praticar mandamentos de homens.

O escritor aos Hebreus afirmou que sem fé é impossível agradar a Deus. Muitos entender que sem crer em Deus é impossível agradá-Lo, porém, não é esse o significado de fé no texto. No texto ‘fé’ é uma figura de linguagem, uma metonímia[1], de modo que, como Cristo é o autor e consumador da fé, sem Cristo é impossível agradar a Deus (Hebreus 12.2).

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11.6).

Os judeus buscavam aproximar de Deus, pois criam que há um só Deus, porém, para ser galardoado é necessário busca-Lo, ou seja, invocar a Cristo, o Senhor que escondeu o seu rosto da casa de Israel (Isaías 8.17).

Isaías foi instruído a não andar no mesmo caminho do seu povo, ou seja, ele não devia conjurar tendo por base o que o povo de Israel chamava conjuração (sagrado). O profeta Isaías não devia obedecer (temais) o que o povo obedecia (teme), vez que o temor deles consistia somente em mandamento de homens, antes deveria santifica a Cristo no coração, pois Cristo é o temor (mandamento) e é Ele que se deve assombro (obediência).

“Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” (1 Pedro 3.14-15).

“Porque assim o SENHOR me disse com mão forte, e me ensinou que não andasse pelo caminho deste povo, dizendo: Não chameis conjuração, a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais o que ele teme, nem tampouco vos assombreis. Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro. Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém. E muitos entre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos.” (Isaías 8.11-15).

Qual o objetivo de Deus deixar a cidade que consta no Livro do Apocalipse ser fotografada por um telescópio? Fomentar a crença em Deus? Promover a crença nas revelações registradas pelo evangelista João? É possível acreditar que Jesus é o Cristo, o enviado de Deus, através de imagens capitadas por um satélite?

 

Não recebo testemunho de homem

Se Jesus não se apoiou em testemunho de homens, que valor teria uma imagem de satélite para o evangelho de Cristo? Nenhum valor.

Antes de dizer que não aceitava testemunho de homem, Jesus foi enfático ao afirmar que se testificasse de si mesmo, o seu testemunho não era verdadeiro.

“Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.” (João 5.31).

Se somássemos o testemunho de Jesus e de todos os seus conterrâneos dizendo que Jesus é o Cristo, sem o testemunho das Escrituras, seria mentira. Se encontrássemos um documento histórico autentico de Pilatos e Herodes afirmando que Jesus é o Cristo, mas não houvesse o testemunho das Escrituras, o documento poderia ser historicamente autêntico, mas não seria verdade.

Jesus Cristo de Nazaré é o Cristo por causa do testemunho das Escrituras, e não porque homens resolveram acreditar que Ele fosse o Cristo. A crença dos homens não altera a essência de nada. Sem o testemunho de Deus, que é firme e imutável, seria impossível saber quem é o Cristo.

Jesus deixou claro que João Batista deu testemunho da verdade quando anunciou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1.29), mas Ele não se apoiava no testemunho de João.

“Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis. Ele era a candeia que ardia e alumiava, e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.” (João 5.33-35).

Apesar de não aceitar testemunho de homem, Jesus fez referência a João Batista para que os seus ouvintes se salvassem, vez que acreditavam que ele era profeta.

Mas, por que Jesus não aceitou testemunho de homem? Porque somente o testemunho do Pai é firme e imutável, diferentemente do testemunho dos homens, que é circunstancial e mutável.

No início do ministério de Jesus, João Batista deu testemunho de que Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e que nem era digno de desatar as sandálias dos seus pés. Passado algum tempo, quando estava preso a mando de Herodes, João Batista já não tinha tanta certeza, tanto que enviou seus discípulos para indagar se Jesus era aquele que havia de vir, ou se deveriam esperar outro.

“E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? (Lucas 7.19).

Quando Jesus multiplicou os pães, que a multidão comeu pão a fartar, deram testemunho de que Jesus era o profeta que devia vir ao mundo.

“Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” (João 6.14).

Já pensou se Jesus tivesse baseado o seu ministério somente no testemunho de João Batista ou no testemunho da multidão que o seguia? Que dirá basearmos o anúncio do evangelho em fotos, imagens, aparições, milagres, etc.

 

O testemunho de demônios

Em nossos dias é comum vermos alguns líderes religiosos se apoiam no testemunho de pessoas supostamente endemoninhada para alavancarem a ascensão da sua liderança em suas comunidades. Se Jesus não admitia o testemunho de homens, que dirá dos demônios.

Os evangelistas Lucas e Marcos registraram alguns eventos nos quais Jesus expulsava demônios, e estes, por sua vez, tinham que ser repreendidos para não dizerem que Jesus era o Filho de Deus.

“E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.” (Marcos 1.34);

“E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.” (Lucas 4.41).

O apóstolo Paulo, incomodado por uma advinha, expulsou aquele espírito, isto porque ela anunciava que Paulo e Silas anunciavam o caminho da salvação, e que eram servos de Deus.

“Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.” (Atos 16.17-18).

Ora, o evangelho não pode ter por base a fala de espíritos imundos, pois não há comunhão entre o reino de Deus e o reino das trevas.

 

O que é uma ‘pareidolia’

A pareidolia é um fenômeno psicológico cognitivo de percepção que envolve um estímulo vago e aleatório externo ao indivíduo, que pode ser uma imagem ou som, que lhe lembre a semelhança de algo.

É comum vermos imagens em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares que parecem ter significado ou semelhança com pessoas e coisas.

A palavra pareidolia vem do grego ‘para’, que é ‘junto de’ ou ‘ao lado de’, e eidolon, imagem, figura ou forma. Pareidolia é um tipo de apofenia, termo proposto em 1959 por Klaus Conrad para o fenômeno cognitivo de percepção de padrões ou conexões em dados aleatórios.

Exemplo: A percepção de uma face humana em fotografia da superfície de Marte é um exemplo de apofenia, e essa associação distorcida acaba fomentando especulações, crenças, superstições e ilusões de ótica.

Sem entrar no mérito se o telescópio Hubble de fato tenha captado as imagens utilizadas na especulação de que existe uma cidade feita de ouro no longínquo espaço, certo é que a imagem apresentada não passa de um estímulo cognitivo de percepção vago e aleatório que alguém inferiu ter semelhança com uma cidade.

Para afirmar com certeza que a imagem divulgada pelo canal do YouTube ‘Alerta Cristão’ é a Cidade Santa do Apocalipse, primeiro seria necessário que o Sr. Fábio, assim como o evangelista João, fosse arrebatado no Espírito no dia do Senhor e visse a Cidade Santa.

Mas, como não é o caso, certo é que o argumento utilizado no vídeo não passa de especulações e inferências a partir de um fenômeno cognitivo de percepção de padrões ou conexões.

Somente o apóstolo João viu a cidade Santa, e somente ele poderia afirmar que as imagens fotografadas se assemelham com a cidade vista na visão, e mesmo assim, o apóstolo Amado não poderia afirmar categoricamente ser a cidade que viu na visão.

 

A grande cidade, a santa Jerusalém, não é dessa criação

Quem especulou que a imagem captada por satélite possivelmente seria a Cidade do Apocalipse desconhecia que a Santa Jerusalém não é obra desta criação, mas da nova criação, quando Deus fará novos céus e nova terra.

“Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” (Isaías 65.17).

É impossível a grande cidade, a santa Jerusalém, estar vagando no espaço nesse instante, se todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro.

“E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.” (Isaías 34.4).

Ao falar de Jesus, o Salmista demonstra que somente Ele permanecerá para sempre, enquanto o universo perecerá e será mudado a seu tempo:

“E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão.” (Hebreus 1.10-12; Salmo 102.25-27).

Além do mais, a Bíblia apresenta Jesus como sumo sacerdote de bens futuros, de um maior e mais perfeito tabernáculo, que não é feito por mãos e não é desta criação.

“Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,” (Hebreus 9.11).

Antes de surgir a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu (Apocalipse 21.10), primeiro virá o dia do Senhor, no qual céus e terra passarão.

“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” (2 Pedro 3.10).

Antes de ver a cidade santa, o evangelista João viu novos céus e nova terra, cuja superfície não contém mar.

“E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” (Apocalipse 21.1).

A nova cidade é descrita com enfeitada, assim como uma noiva se enfeita para o seu noivo, porém, nada é dito acerca da sua forma, portanto, é impossível fazer conexão entre imagens da NASA como se fosse a cidade do Apocalipse.

“E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.” (Apocalipse 21.2).

A única informação que traz luz à imaginação é que a cidade é quadrada, com um alto muro, possui doze portas e nela não há templos. Por fim, a cidade não necessita de sol ou lua para iluminá-la (Apocalipse 21.10-23).

Uma coisa é certa: o cristão não deve atentar para o que é visível, antes para o que é invisível. O crente tem que ser como Moisés, que pela palavra de Deus (fé), deixou o Egito, não temendo ao rei.

“Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” (Hebreus 11.27).

O cristão não pode se demover da esperança proposta: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hebreus 10.23).

O cristão anda segundo a palavra de Deus, e não por vista.

“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.”  (…) “(Porque andamos por fé, e não por vista).” (II Coríntios 4.18 e 5.7).

O crente anda em Cristo, pois Ele é a fé manifesta.

“Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.” (Gálatas 3.23-25)

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,” (Colossenses 2.6).

Quem não anda segundo Cristo, a fé que veio, se distrai com coisas que se veem, como sinais e prodígios.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mateus 24.24);

“E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.” (Apocalipse 13.13).

Jesus Cristo é o que permanece para sempre, pois todas as outras são móveis:

“A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam.” (Hebreus 12.26-27).

“Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Ageu 2.6-9).

Não busquemos sinais e maravilhas nos céus, na terra ou no mar para anunciarmos o evangelho, antes aguardemos na palavra de Deus, pois ela tem que ser a base da nossa pregação.

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1.23-25).

“Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente. (Isaías 40.6-8).

 

[1] “Metonímia (português brasileiro) ou transnominação (português europeu) (do grego μετωνυμία, transl. metonymía, ‘além do nome’ ou ‘mudança do nome’) é uma figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, dada a sua contiguidade (e não a similaridade) material ou conceitual com outra palavra. Trata-se de uma substituição lógica de um termo por outro, mantendo-se, todavia, uma proximidade entre o sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui. Exemplo: quando se troca o autor pela obra”. Wikipédia. < https://pt.wikipedia.org/wiki/Meton%C3%ADmia >.

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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